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O grito foi de "basta". Expomos ao mundo que não queremos ser liderados por políticos covardes

Marisa Lobo - 04/11/2021 10h20

Comemoração do Dia da Independência Foto: Clauber Cleber Caetano/PR

No dia 7 de setembro passado, grande parte da população foi às ruas para reagir em favor de algumas pautas importantes para o país. Contudo, aquela manifestação carregou consigo algo muito significativo que desejo destacar: o gripo de uma nação cansada dos abusos do Poder Judiciário e da covardia do Congresso Nacional diante da perseguição aos conservadores.

No próximo domingo, fará dois meses desde o Dia da Independência. E, assim como escrevi naquela semana histórica, volto a escrever para dizer que não posso deixar de denunciar isso que me ofende como cidadã, como brasileira, como mãe e como profissional que há décadas luta por um Brasil melhor.

Em nome de ideologias políticas e da luta pelo poder a todo custo, estamos vendo, desde 2019, uma escalada de perseguição ao conservadorismo, o que também diz respeito aos cristãos, uma vez que os padrões que definem a cultura ocidental são fruto da cosmovisão judaico-cristã. Desse modo, engana-se quem pensa tratar-se de um assunto estritamente político.

A preocupação é social, e isso inclui a Igreja de Jesus, pois acabou o tempo em que nós, cristãos, víamos a relação entre fé e política como algo condenável. Entendemos agora, mais do que nunca, a importância de defendermos os princípios cristãos também no meio político, porque é nele que são tomadas decisões importantes, capazes de ameaçar até mesmo a nossa liberdade de culto e de pregação do evangelho.

Nessa triste realidade, temos visto alguns magistrados de ímpetos autoritários, que parecem ultrapassar os limites constitucionais para atingir os que ousam expressar revolta contra suas as decisões. Não basta equiparar a “homofobia” ao crime de racismo, o que por si só é um absurdo, é preciso também colocar pessoas na prisão sem julgamento e condenação?

O fato é que os recentes conflitos entre os Poderes não parece ser culpa do Executivo, mas daqueles que ousam falar em nome da “democracia” como se fossem os donos da verdade, quando na realidade são apenas figuras passageiras em um país com mais de 210 milhões de habitantes.

Uma vez que os recursos do Executivo se esgotaram na tentativa de restabelecer o equilíbrio entre os Poderes, o que resta ao povo? Primeiro, reagir e demonstrar a profunda indignação que sente. Foi isso o que fizemos no dia 7 de setembro. Manifestações são registros de um povo cansado da forma como as coisas estão funcionando.

Naquele dia, o grito foi de “basta”. Expomos ao mundo que nós, brasileiros, não queremos ser liderados por políticos covardes, enquanto somos acorrentados por decisões judicias abusivas. Queremos ser livres para dizer o que pensamos, mesmo que isso incomode os mais poderosos desse país.

Contudo, se desde 2020 já temos visto uma tentativa absurda de calar as vozes conservadoras e se este ano estamos assistindo a pessoas tendo sua vida prejudicada, com salários bloqueados, perfis derrubados e prisões decretadas, sem que qualquer condenação pese sobre elas, o que esperar de 2022, durante as eleições?

O que pode ser pior do que prisões ilegais, o cerceamento da liberdade de expressão e a suspensão de pagamento de salário a cidadãos comuns? Tudo isso multiplicado! Mais vítimas do autoritarismo e da covardia legislativa. Mais brasileiros sendo alvos da mordaça e da truculência dos que usam o poder para abusar do cidadão comum, indefeso ao sistema, mas protegido pela honra e, sobretudo, pela justiça de Deus.

O Brasil, porém, seguirá firme! A democracia vencerá, os maus serão envergonhados, e a verdade prevalecerá sobre todos, custe o que custar!

Marisa Lobo possui graduação em Psicologia, é pós-graduada em Filosofia de Direitos Humanos e em Saúde Mental e tem habilitação para Magistério Superior.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.
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