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Nota de repúdio do movimento Nacional Pró-Mulher

O nosso repúdio é contra a intolerância da orientação política, sexual e principalmente contra o silêncio dos movimentos LGBTTSQ+ e feministas que tanto defendem a tal diversidade

Marisa Lobo - 21/12/2019 08h00

O Movimento Pró-Mulher vem a público se solidarizar com a youtuber Karol Eller, uma mulher, lésbica, que foi covardemente espancada por um homem na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, no dia 15 de dezembro de 2019, simplesmente por estar acompanhada de outra mulher, a sua companheira, que também foi agredida.

Não podemos aceitar tal violência e cobramos das autoridades que os responsáveis tenham severa punição, pois se trata de um crime que, além de absurdo por si mesmo, possui viés discriminatório. Além do espancamento covarde, é claramente um crime de intolerância, não apenas pela orientação sexual da Karol, como, possivelmente, por convicção política, já que é conhecida a sua ligação na campanha do presidente Jair Bolsonaro em 2018, com quem mantém amizade até os dias de hoje.

O nosso repúdio é contra a intolerância da orientação política, sexual e principalmente contra o silêncio dos movimentos LGBTTSQ+ e feministas que tanto defendem a tal diversidade

É inadmissível que justamente aqueles que dizem defender a pluralidade de ideias e as liberdades individuais se calem diante dessa violência cometida contra uma mulher, por ela não compactuar com a sua agenda ideológica. Lamentamos que a repercussão deste caso só tenha ocorrido após ampla denúncia de sites e mídias alternativas, influenciadores e figuras independentes do establishment.

O nosso repúdio é triplo, contra a intolerância da orientação política, sexual e principalmente contra o silêncio dos movimentos LGBTTSQ+ e feministas que tanto defendem a tal diversidade. Representantes desses movimentos não apenas silenciaram, como alguns até zombaram das agressões sofridas por Karol, desprezando a gravidade do fato em detrimento de paixões ideológicas.

Não há mais como negar a hipocrisia e crueldade dos chamados “coletivos” que dizem defender os oprimidos, às minorias, mas deixam claro que se tais indivíduos não se submetem às suas agendas, não são defendidos. Em vez disso, são discriminados e silenciados enquanto figuras de influência. Essa indignação seletiva é repugnante e se distancia de qualquer ação em defesa dos direitos humanos.

Como presidente do Movimento Nacional Pró-Mulher, repudio taxativamente essa violência contra uma mulher. Conte com o nosso apoio, Karol Eller. Aqui em nosso movimento, mulheres encontram defesa, independentemente da sua religião, preferência política ou orientação sexual.

 

Marisa Lobo possui graduação em Psicologia, é pós-graduada em Filosofia de Direitos Humanos e em Saúde Mental e tem habilitação para Magistério Superior.

 


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