Meu REPÚDIO contra esse monstro

Esses valentões nunca surtam com pessoas mais fortes do que eles

Marisa Lobo - 02/03/2019 10h03

Vinicius Serra e a paisagista Elaine Caparróz Foto: Reprodução

Vinicius Batista Serra, advogado, morador do Leme, no Rio de Janeiro, agrediu brutalmente uma mulher de maneira premeditada. Ele foi preso em flagrante, mas seu advogado está alegando surto psicótico para tentar diminuir sua pena.

VAMOS ANALISAR:
1 – Não pode ser um surto psicótico, pois ele premeditou esse ataque, já que na recepção teve a consciência de se identificar com outro nome.
2 – O surto durou 4 horas? Normalmente um surto sem histórico dura pouco tempo.
3- Esse Agressor tem histórico de agressões verbais e físicas e, como sua família já afirmou em depoimento, já espancou o próprio pai e o irmão.
4 – O agressor já tem queixas anteriores de violência na delegacia.
5 – Se ele teve um surto psicótico, este já deve fazer parte de algum transtorno. Qual? Estava em tratamento? Se estava, não surtaria com tanta agressividade.

Ele é um abusador, um perverso sexual que sente prazer em punir suas presas, ou um gay enrustido, que busca mulheres na internet, transa com elas por não se aceitar e depois sente ódio e sai espancando, maltratando a mulher, simplesmente por ser mulher (Feminicídio).

A defesa deve estar tentando classificar seu ato como um Transtorno Explosivo Intermitente (TEI), que é um comportamento agressivo, que gera acesso de fúria descontrolada, geralmente sem motivos aparentes, no qual a pessoa perde o controle de seus impulsos violentos e pode agredir alguém através de palavras ou mesmo fisicamente. Este descontrole também pode ser descarregado em animais ou objetos. Porém, os advogados se esquecem de que este “transtorno” é tratável e controlável e, se a pessoa sabe que o tem e não trata, ela se responsabiliza pelas agressões que podem ocorrer.

Quem tem esses tipos de “transtornos” associados a uma personalidade sociopata, sente prazer no ato de agredir e se arrepende pelas consequências sobre si próprio, e não pela dor que causa a terceiros. O ato do “arrependimento” é mais um teatro, uma forma de manipulação. Não acredito que esse monstro tenha sido vítima de um surto aleatório que o tenha levado a perder a consciência pelo período de 4 horas. Ele me parece mais um psicopata tendo prazer em machucar, descarregando seu ódio em uma mulher por ser mais frágil que ele, fisicamente. Um covarde!

Esses valentões nunca surtam com pessoas mais fortes do que eles, mas sempre com os mais frágeis fisicamente. No histórico de agressões desse psicopata consta relacionamento afetivo com suas vítimas, o que me dá a certeza, como psicóloga, que sim, o ato foi intencional. Se fosse um doente, um coitadinho, lutaria contra o seu próprio surto.

Ele queria matá-la mesmo, pelo simples fato dela ser mulher.

Marisa Lobo possui graduação em Psicologia, é pós-graduada em Filosofia de Direitos Humanos e em Saúde Mental e tem habilitação para Magistério Superior.

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