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Médica admite que transição de gênero em crianças dá “dinheiro para o hospital”

Shayne Sebold Taylor apresentou um relato chocante sobre a realização dos procedimentos

Marisa Lobo - 27/09/2022 12h49

Médica admite que transição de gênero em crianças dá “dinheiro para o hospital” Foto: Unsplash/Sharon McCutcheon

Ao longo de quase 20 anos combatendo a ideologia de gênero, tenho abordado insistentemente os riscos dessa agenda para crianças e adolescentes, focando nos aspetos psicológicos. Contudo, o problema vai muito além, pois também envolve questões de interesses econômicos.

Um exemplo disso foi noticiado recentemente em uma mídia brasileira. Nele, a médica Shayne Sebold Taylor, da Clínica Pediátrica de Transgêneros do Vanderbilt University Medical Center (VUMC), nos Estados Unidos, apresentou um relato chocante sobre a realização de procedimentos que visam a suposta redesignação sexual em menores.

“Essas cirurgias são trabalhosas, exigem muito acompanhamento, exigem muito de nosso tempo e dão dinheiro. Elas dão dinheiro para o hospital”, comentou Taylor, confirmando o que eu e outros especialistas contrários à ideologia de gênero já havíamos previsto.

Isto é, por trás das narrativas de cunho sexual, também há uma indústria interessada na exploração comercial dos jovens com disforia de gênero. É muito grave, pessoal, porque são grupos poderosos envolvidos nessa indústria de exploração humana.

O combate, como podemos notar, não é travado apenas no campo acadêmico, onde a ciência deveria prevalecer; ele também acontece nos redutos políticos e na propaganda das grandes mídias, onde o poder comercial é gigantesco, e tem por objetivo moldar a opinião do senso comum.

É por isso que é tão difícil cobrar dos ativistas de gênero alguma coerência científica. Primeiro, porque eles não seguem a lógica do pensamento científico, mas sim narrativas, daí o motivo de falarmos em “ideologia”. Segundo, porque a indústria de exploração está preocupada em possuir um novo mercado, e não com as vidas humanas.

REAÇÃO
Por causa da polêmica envolvendo a exploração comercial de crianças a partir dos 13 anos na clínica do Vanderbilt, a partir dos relatos divulgados, o governador republicano do Tennessee, Bill Lee, pediu que o caso seja investigado, de acordo com a revista Oeste.

O governador disse que “não devemos permitir decisões permanentes que alterem a vida, prejudiquem as crianças e suprimam as liberdades religiosas, tudo com objetivo de ganho financeiro”. Mas, infelizmente, essa realidade é mais sombria e ampla do que parece.

Como psicóloga e autora sobre o tema, lamento que a sociedade tenha chegado a esse ponto, tratando os nossos jovens como se fossem meras cobaias lucrativas, mesmo após tantos alertas. Por outro lado, a repercussão negativa de casos como esse, da médica Taylor, me dá a esperança de que ainda poderemos reverter o quadro.

Enquanto isso, o que faremos com os milhões de jovens que todos os dias continuam sendo vítimas da doutrinação ideológica de gênero nas salas de aula, nas mídias e até em algumas “igrejas”? Isso é algo que devemos pensar seriamente, antes que seja tarde demais.

Marisa Lobo possui graduação em Psicologia, é pós-graduada em Filosofia de Direitos Humanos e em Saúde Mental e tem habilitação para Magistério Superior.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.
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