Leia também:
X As consequências da insensatez

Homens competindo como mulheres é o que as feministas chamam de violência simbólica

As mulheres estão sendo oprimidas pelo Movimento Transgênero. Isto, sim, é uma violência simbólica!

Marisa Lobo - 03/08/2021 10h41

Laurel Hubbard ficou sem medalhas nos Jogos Olímpicos de Tóquio Foto: EFE/Miguel Gutiérrez

É incompreensível ver o mundo do esporte ceder às chantagens da militância LGBTQIA+ e ao Movimento Feminista que, declaradamente, não representa mais as mulheres no mundo.

Quem não enxerga a discrepância entre o corpo masculino e feminino? As mulheres estão perdendo espaço, perdendo lugar no mundo, sendo oprimidas psicológica e ideologicamente. Isso é uma violência simbólica! Afinal, aceitar um homem que se identifica como mulher competindo com mulheres em Olimpíadas é uma imposição social violenta. É a tal violência simbólica, conceito descrito pelo sociólogo francês Pierre Bourdieu como uma “forma de violência” que as feministas usam para se defender da chamada “opressão masculina” sobre as mulheres. Segundo Bourdieu, esta é uma violência exercida pelo corpo sem que haja coação física e causa danos morais e psicológicos.

Não é isto o que vem sendo imputado às mulheres que competem de forma injusta nas Olimpíadas? Não há, de fato, igualdade de condições para elas competirem, visto que existe um outro ser humano ali, cujo corpo, biologicamente masculino, é muito superior em força física ao corpo feminino, mas isto é negado por militância ideológica.

“A violência simbólica é uma forma de coação que se apoia no reconhecimento de uma imposição determinada, seja esta econômica, social, cultural, institucional ou simbólica”. Não é exatamente o que tem acontecido com todas nós, mulheres biológicas? Estamos sendo oprimidas pelos movimentos que se dizem “minorias”.

“A violência simbólica se funda na fabricação contínua de crenças no processo de socialização, que induzem o indivíduo a se posicionar no espaço social seguindo critérios e padrões do discurso dominante”. O que tem dominado o mundo feminino, senão o Movimento Trans, que tem nos roubado, em todos os sentidos, principalmente esse SIMBOLISMO?

“Devido a esse conhecimento do discurso dominante, a violência simbólica é manifestação desse conhecimento através do reconhecimento da legitimidade desse discurso dominante”. Para Bourdieu, “a violência simbólica é o meio de exercício do poder simbólico.”

Segundo as feministas e os movimentos feministas, a violência contra a mulher não pode se restringir apenas à dimensão física, não se pode ignorar a possibilidade de as crenças dominantes imporem valores, hábitos e comportamentos sem recorrerem necessariamente à agressão física, criando situações nas quais as mulheres que sofrem a violência simbólica sintam-se inferiorizadas.

Pois é exatamente isso que vem acontecendo. Elas falam e cobram da sociedade, embora pratiquem a violência moral, social e SIMBÓLICA QUE TANTO DIZEM CONDENAR. Mas é lógico que vão rechaçar minhas críticas e não aceitarão a verdade.

Graças ao “feminismo de gênero”, as mulheres, que não são apenas um gênero, estão sendo violentamente aviltadas psicológica, moral e simbolicamente, para contentar uma minoria opressora.

Marisa Lobo possui graduação em Psicologia, é pós-graduada em Filosofia de Direitos Humanos e em Saúde Mental e tem habilitação para Magistério Superior.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.
Siga-nos nas nossas redes!
WhatsApp
Entre e receba as notícias do dia
Entrar no Grupo
Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo
O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.