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Filhos largados na frente da TV ou do celular são presas fáceis da doutrinação

Hoje os pais não podem deixar os filhos vendo desenhos sem se preocupar com o conteúdo

Marisa Lobo - 28/09/2021 13h29

Filhos “largados” na frente da TV ou do celular são presas fáceis da doutrinação Foto: Pixabay

Inúmeros autores, líderes e famílias em geral sabem que o cuidado com a educação dos filhos deve ser redobrado no mundo atual. Apesar disso, muitos ainda cometem erros básicos que terminam colocando por terra todo o esforço dedicado em outras áreas e os momentos da criança e do adolescente junto aos seus pais.

No artigo desta semana, quero chamar atenção sobre algo muito comum, mas extremamente difícil de lidar: a prática de deixar os filhos “largados” na frente da TV ou do celular durante horas e horas, diariamente, muitas vezes sem qualquer restrição de conteúdo ou mesmo supervisão.

Em primeiro lugar, quero deixar claro que entendo a dificuldade de alguns pais que precisam, por exemplo, trabalhar. Por conta desse compromisso, alguns realmente não têm condições de lidar pessoalmente com esse cuidado, ficando este a cargo de terceiros (como avós, tios e outros cuidadores).

Mesmo assim, a ausência física dos pais (principalmente da mãe), apesar de dificultar o acompanhamento do desenvolvimento dos filhos, não é licença para entregá-los à própria sorte ou aos cuidados de terceiros, sem que haja qualquer tipo de orientação/supervisão específica. Muito pelo contrário! Os pais que precisam sair de casa para trabalhar devem estabelecer claramente o compromisso em relação ao modo como pretendem educar os pequenos.

Por exemplo: você pode deixar orientações específicas para os cuidadores sobre o que é permitido ou não seu filho fazer, os horários dele de comer, quando e onde ele pode ir etc. No caso da TV ou do celular, você pode definir as condições de uso, como a quantidade de tempo, qual o tipo de conteúdo acessar e em qual ambiente, ou seja, se será na sala, no quarto ou em uma varanda, entre outros.

PRESAS FÁCEIS
Criança que fica “largada” na frente da TV ou do celular se torna presa fácil da doutrinação ideológica exercida por movimentos sociais como o LGBT e o feminista, os quais vêm utilizando de forma cada vez mais explícita desenhos infantis para “modelar” a percepção de mundo e, potencialmente, o próprio comportamento dos pequenos.

Acabou o tempo em que os pais podiam deixar os filhos vendo desenhos sem se preocupar com o conteúdo exibido. Hoje, os desenhos se transformaram em ferramentas sutis de doutrinação ideológica/comportamental, e isso para todas as idades, incluindo conteúdos voltados para crianças com apenas meses de vida.

Uma rápida olhada atenta aos programas oferecidos na TV aberta e na fechada permite-nos identificar facilmente esse tipo de investida. Pais que não acompanham esses assuntos e não procuram conhecer nada sobre eles podem achar tudo “normal”, quando, na verdade, os problemas estão lá, apenas encobertos por uma aparência de inocência que não condiz com as intenções de quem produziu o material.

E quando me refiro a certos movimentos sociais, estou falando de ativismo ideológico, não de conteúdos imparciais, de fato inocentes, que promovem o respeito ao próximo e valores comuns que todos nós concordamos. Refiro-me a questões polêmicas, como identidade de gênero, papéis sexuais, crenças religiosas, misticismo, violência, nudez, palavrões e outros.

Se você é um pai ou mãe que não concorda que seus filhos sejam expostos a esse tipo de material, então é para você que faço esse alerta e recomendo que sempre estipule uma quantidade específica de tempo para o uso da TV, de computadores e/ou de celular e atente sobretudo para o tipo de conteúdo ao qual as crianças podem ter acesso.

A quantidade de tempo é variável, pode ser distribuída ao longo do dia, preferencialmente evitando à noite. De modo geral, a regra é: quanto menos tempo exposto, melhor!

Feito isso, supervisione se os pequenos estão mesmo cumprindo o tempo estipulado e, sobretudo, se têm acessado apenas o que é permitido. Muitos canais e aplicativos oferecem recursos de bloqueio a certos conteúdos/sites. No caso de crianças muito pequenas, abaixo de 5 anos, o ideal é que elas nem mesmo tenham acesso ao aparelho celular, salvo por motivos específicos, muito pontuais e como exceção, não regra.

Cientificamente, ainda estamos evoluindo na compreensão sobre os efeitos do uso precoce do celular por crianças pequenas. Já sabemos que há o chamado “autismo virtual”, bem como a dependência dos estímulos audiovisuais, potenciais problemas de visão, obesidade e outros, todos atrelados ao uso inadequado desses aparelhos, o que é bem diferente do uso dirigido para fins didáticos.

Por fim, também insista na disciplina. No começo, será sempre mais difícil, mas a sua persistência levará a criança à obediência. Não adianta estipular regras se não for para cumpri-las, daí a importância da supervisão e a colaboração obediente dos cuidadores em geral. Acredite: pode ser cansativo e desafiador, mas, quando se trata de futuro, de saúde emocional e de comportamento dos filhos, é melhor você investir tudo o que tem agora do que não poder fazer mais nada amanhã.

Marisa Lobo possui graduação em Psicologia, é pós-graduada em Filosofia de Direitos Humanos e em Saúde Mental e tem habilitação para Magistério Superior.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.
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