Como detectar manipulações midiáticas

O que me assusta são pessoas acreditarem em hackers que nem conhecemos o rosto, que são criminosos confessos, e duvidar de dois homens que tornaram possível sonhar com um Brasil sem corrupção

Marisa Lobo - 29/06/2019 12h00

Não é surpresa para ninguém sobre como a mídia e os perversos psicopatas usam técnicas de manipulação para confundir a população ou arregimentar pessoas para suas causas pessoais. Mas como fazem isso? Como caímos nessa lorota?

Sinais de manipulação psicológica. Você está sendo uma vítima?

Estamos falando de pessoas, jornalistas, articulistas, que dominam certas técnicas e que as usam para nos confundir, alienar, perturbar a compreensão do cidadão, atormentado por tanta informação, que se torna difícil de processar. No entanto, será que você sabe identificar os sinais dessa manipulação psicológica?

Embora estejam ao nosso redor, falsas notícias, por exemplo, e pessoas manipuladoras, não é fácil detectar essas pessoas. Suas características e traços de personalidade não são evidentes. Ninguém carrega um cartaz na sua frente, advertindo que é um manipulador psicopata.

Então, como podemos evitá-los? Como podemos nos defender dessa alienação?

Por que muitos são vítimas?

Estes tipos de pessoas, de “jornalistas”, de “profissionais”, de personalidades políticas, se alimentam da dor alheia e da ignorância sobre certos assuntos. Se aproveitam da vulnerabilidade e conseguem manipular, simplesmente porque para eles o cidadão é apenas um número, uma curtida, um compartilhamento.

Quando estamos envolvidos em determinadas situações, todos nós experimentamos culpa ou desconfiança. Mas, o fato é que as consequências nos perturbam, enfraquecem a nossa moral, complicam nossas vidas e aumentam as nossas inseguranças. Como eles conseguem fazer isso sem que percebamos?

São técnicas criteriosamente estudadas para fazer do povo uma massa de manobra.

A ideia é lançar notícias falsas para distrair a todos. Ou seja, manter o público ocupado, sem nenhum tempo para pensar no que está por trás dessas notícias.

Os alienadores, manipuladores, criam um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que esta reação contribua com seus objetivos mais escusos. Assim, gradualmente o objetivo é fazer com que se aceite uma mentira como verdade, que antes era inaceitável. Então, vão aplicando essa mentira paulatinamente, confundindo com meias verdades, até que a mentira, antes inaceitável, passa a ser objeto de dúvida e então é aceita.

Ainda que seja impopular, a notícia, o factóide, se apresenta como uma decepção, obtendo aceitação pública, ou mesmo deixando dúvidas, para usar mais tarde no golpe final desejado. A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes, próximos à debilidade, como se o espectador fosse de pouca idade ou um deficiente mental (repare nos discursos do Lula).

Além disso, o alienador faz uso do aspecto emocional. Essa técnica clássica é para causar um curto circuito na análise racional e, finalmente, no sentido crítico dos indivíduos, que passam a duvidar de tudo. Com a insistência do assunto, passam até mesmo a acreditar, ou seja, a mentira dita 1000 vezes se torna uma “verdade” social, aceita por muitos.

Dessa forma, fazem com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. A mídia, desonesta intelectualmente, usa esses artifícios para confundir, pois para os corruptos, a dúvida sobre eles já é uma vitória. Desconstruir a imagem do “mocinho” é condição para atingir seu objetivo, arregimentar pessoas para defender suas causas e a si mesmos, mesmo que sejam condenados em todas às instancias. Assim, semear a dúvida é a chance que tem para influenciar até mesmo o judiciário.

A ideia é tornar qualquer aprofundamento como sendo desnecessário. Pois qualquer aprofundamento sério e lúcido sobre um assunto pode derrubar sistemas criados para enganar a multidão.

O caso envolvendo Sérgio Moro e Deltan Dallagnol

O episódio envolvendo o ministro Sérgio Moro e Deltan Dallagnol no caso dos supostos vazamentos de conversas entre os dois é um exemplo deste cenário de manipulação em massa.

Qual é o objetivo: Assassinar a moral dos dois.

Por que? Para desacreditar a Lava Jato.

E por que a Lava jato? Foi ela quem conseguiu condenar um ex-presidente corrupto.

Mas porque vazar conversas que são corriqueiras, comuns em uma operação, e fazer tanto alarde? Para confundir o público, acabar com a Lava Jato e soltar os presos em decorrência da operação, gerando a dúvida de sua imparcialidade.

O que me assusta são algumas pessoas acreditarem em hackers que nem conhecemos o rosto, que são criminosos confessos e duvidar de dois homens que tornaram possível sonhar com um Brasil sem corrupção. Não conhecemos os hackers, mas conhecemos Sérgio Moro e Deltan Dallagnol. Isso deveria ser suficiente, pois o histórico desses dois heróis provam o quanto fizeram e fazem bem para o Brasil.

É impossível não lembrar de Jesus e Barrabás. O povo, mesmo estando ao lado de Jesus, vendo seus feitos, preferiram um bandido. Que doença é essa? Que alienação é essa? Por mais que você seja da esquerda política, o bom senso é fundamental. Nosso país não pode retroceder! Nosso Brasil tem a oportunidade de crescer com políticos e empresários entendendo que o Brasil pune a corrupção. O que vocês querem? Que o nosso país seja uma Venezuela, onde nenhuma luta contra a corrupção funciona, porque os poderes apoiam bandidos e não a verdade?

Infelizmente, tem bandido em todos os poderes. É uma máfia do inferno e você, eleitor, pode mudar isso sempre estando do lado do bem e não de terroristas.

Jesus ou Barrabás? Temos que fazer justiça e estar ao lado do bem. É inadmissível essa inversão de valores, é doença, é muita maldade. Eu, Marisa Lobo, como psicóloga, estou entendendo essa comunicação ardilosa para fazer os fracos acreditarem no errado, mas ainda acredito que nosso país cresceu e o nosso povo está mais politizado, e não cairá nessa armadilha.

Temos o direito e a obrigação, a tarefa de olharmos internamente para cada nuance do nosso ser e questionar cada matéria, cada pensamento. Esse é o caminho básico para quem deseja despertar de toda essa manipulação que foi pensada para nos manter dispersos.

Quem ganha com essa desconstrução, com esse assassinato de reputação da Lava Jato? Só os bandidos condenados.

Marisa Lobo possui graduação em Psicologia, é pós-graduada em Filosofia de Direitos Humanos e em Saúde Mental e tem habilitação para Magistério Superior.

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