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Chip implantado sob a pele com o “passaporte sanitário”. Onde vamos parar?

O uso de microchips já é uma realidade que deve servir de grave alerta

Marisa Lobo - 21/12/2021 12h35

Passaporte sanitário Foto: EFE/EPA/NOUFAL IBRAHIM

Parece coisa de filme de ficção, teoria da conspiração ou especulação apocalíptica sobre o fim do mundo, certo? Mas a verdade é que não é! O uso de microchips que podem ser implantados sob a pele com alguns dos nossos dados, ou com todos eles, incluindo o passaporte sanitário, já é uma realidade que deve servir de grave alerta a todos os que entendem as implicações que algo dessa natureza pode acarretar.

Eu lembro que a informação a esse respeito já foi noticiada aqui mesmo, no Pleno News, no último dia 8, quando foi destacada uma matéria do jornal Aftonbladet, de Estocolmo, capital da Suécia, sobre o fato de os suecos já estarem se submetendo aos implantes de chips com dados da vacinação contra o coronavírus.

E, segundo uma outra matéria, publicada pela rede americana CBN News, cerca de 6 mil suecos já utilizam em sua pele o microchip fabricado pela empresa Epicenter.

Esta semana, um vídeo com a “novidade” viralizou nas redes sociais e também chegou a ser repercutido por mídias especializadas em tecnologia no Brasil, como a Olhar Digital.

Devemos nos preocupar?
Diante dessa realidade, as perguntas que devemos nos fazer são: até que ponto o uso de um chip implantado sob a pele é um perigo para a sociedade? O que isso significa para nós, cristãos?

Minha intenção aqui não é entrar no mérito teológico. Sei que, para nós, cristãos, o fato de a Bíblia falar de uma “marca” – mais conhecida como a “marca da besta”, a qual será exigida das pessoas para elas fazerem coisas simples como poder comprar comida em um mercado (leia Apocalipse 13:16,17) – inevitavelmente nos leva a associar essa profecia a tais notícias.

No entanto, deixarei a discussão teológica para os especialistas em escatologia, pois o meu foco aqui é ético, político e cultural. Neste sentido, sim, a preocupação não envolve apenas os cristãos, mas qualquer pessoa que preze pela manutenção das suas liberdades.

Maior controle, maiores riscos
O avanço da tecnologia é inevitável. Contudo, ela também nos traz riscos, pois nem tudo o que diz respeito à evolução tecnológica representa um bem para o ser humano, em sentido estrito.

Vivemos na era da informatização, na qual a facilidade de comunicação se tornou extrema, devido à modernização dos aparelhos eletrônicos. Por outro lado, nós nos tornamos “escravos” desses aparelhos a ponto de desenvolvermos prejuízos em relação às nossas relações interpessoais. Não por acaso também enfrentamos uma pandemia de doenças da “alma”, como a depressão.

O uso de um chip com dados de saúde, identidade e outras informações pessoais pode ser, para muitos, um avanço quanto a várias facilidades, mas, ao mesmo tempo, representa um maior controle do Estado sobre a nossa vida. Isso porque, quanto mais dependentes nos tornamos da tecnologia, mais dependentes nos tornamos de quem a cria e a mantém.

Um documento físico, por outro lado, uma vez emitido, está em seu poder. É como o dinheiro físico. Uma vez que esteja legalmente em suas mãos, ninguém poderá dizer que não é seu ou restringir o seu direito de como e quando utilizá-lo, pois você não depende de nenhum outro recurso para isso.

Desse modo, você pode ir a qualquer lugar e usar esse dinheiro como bem entender, assim como apresentar os seus dados pessoais em uma folha de papel, sem que tenha a necessidade de passar por um scanner de dados com uma tecnologia que escapa ao seu controle.

E, por mais que muitos argumentem que cédulas físicas não deixariam de existir e que poderiam existir várias camadas independentes de segurança na leitura dos dados dos microchips, a realidade é que nada disso nos dá maior independência em relação a possíveis mecanismos de controle e censura. A lógica nos diz o contrário!

A digitalização das nossas informações de forma tão fácil, a fim de que possam ser lidas por um simples scanner de padaria ou celular, também facilita a vida de governos autoritários que podem, por meio disso, usar essa tecnologia para restringir o acesso a determinados locais, eventos, serviços e atividades.

Se atualmente já estamos vendo isso acontecer com o passaporte sanitário, por meio do celular e de um simples cartão vacinal, nada impede que muito em breve, em nome da “saúde” e da “segurança coletiva”, os ditadores modernos, travestidos de “democratas”, passem a exigir a leitura das nossas informações apenas de forma virtual, a fim de que, pelo cruzamento de dados, eles possam também escanear cada detalhe da nossa vida.

Portanto, como podemos notar, o problema da utilização de chips implantáveis com dados pessoais vai além das profecias bíblicas. Ou seria tudo uma coisa só? O fato é que o bom senso nos diz que essa tecnologia vai na contramão das nossas liberdades individuais, ao mesmo tempo em que cai nas graças da exploração comercial e dos agentes políticos autoritários.

Marisa Lobo possui graduação em Psicologia, é pós-graduada em Filosofia de Direitos Humanos e em Saúde Mental e tem habilitação para Magistério Superior.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.

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