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Após Malafaia, qualquer brasileiro pode ser o próximo

Investigar um pastor por exercer liberdades garantidas na Constituição é ferir o coração da democracia

Marisa Lobo - 18/08/2025 13h21

Silas Malafaia Foto: Reprodução/YouTube Silas Malafaia

A inclusão do pastor Silas Malafaia em um inquérito da Polícia Federal, sob a acusação de “abolição do Estado Democrático de Direito”, não é apenas um ataque a um líder religioso. É um ataque direto à democracia e às liberdades fundamentais garantidas pela Constituição brasileira.

Não há provas de atos violentos, não há crime materializado. O que existe é um pastor que, como qualquer cidadão, apoiou um candidato à presidência, manifestou suas opiniões e liderou atos pacíficos. Transformar isso em caso policial é criminalizar a opinião e a fé.

O que está em jogo? Não é apenas Silas Malafaia. É o direito de qualquer brasileiro se manifestar livremente. É a garantia de que pastores, padres, jornalistas, professores e trabalhadores não serão perseguidos por suas convicções.

Se um líder evangélico, com milhões de seguidores, pode ser investigado por falar e liderar manifestações, o que restará ao cidadão comum?

Um precedente perigoso
A democracia morre quando a divergência passa a ser tratada como crime. O Brasil corre o risco de entrar em uma era em que pensar diferente será suficiente para ser silenciado.

Hoje é Silas Malafaia. Amanhã pode ser qualquer um de nós.

A voz da fé não pode ser calada
A Constituição é clara: temos liberdade de expressão, de reunião e de religião. Investigar um pastor por exercer essas liberdades é ferir o coração da democracia.

Silenciar um pastor é tentar silenciar a consciência de milhões de cidadãos evangélicos.

Defender Malafaia é defender a democracia
Este caso ultrapassa as fronteiras da política. Não importa se você concorda ou não com o pastor Silas Malafaia, o que está em jogo é muito maior. Defender a liberdade dele é defender a sua própria liberdade. Defender a voz dele é garantir que você também terá voz amanhã.

O Brasil precisa escolher: seremos uma nação livre, ou aceitaremos que a perseguição e a censura tomem conta?

Hoje é Silas Malafaia. Amanhã pode ser você.

Marisa Lobo atua como psicóloga e psicanalista, é pós-graduada em Psicanálise; Gestão e Mediação de Conflitos; Educação de Gênero e Sexualidade; Filosofia de Direitos Humanos e Saúde Mental; tem também habilitação para magistério superior.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.

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