Alerta! Pais perdem guarda dos filhos por não autorizar “mudança de sexo”

Os pais precisam se unir contra quaisquer medidas que visem diminuir a autoridade deles sobre seus filhos

Marisa Lobo - 25/08/2018 10h47

Alguns anos atrás, por volta de 2009 e 2010, eu e outros colegas profissionais e ativistas pró-vida cristãos, alertamos sobre a intenção por trás dos movimentos LGBTs e outros alinhados com a ideologia de esquerda em geral, afirmando que o discurso sobre “direitos sexuais das crianças” e adolescentes são, na verdade, estratégias políticas que visam retirar a autoridade familiar sobre a educação sexual e moral dos filhos.

Por causa disso, também fomos taxados de fundamentalistas, exagerados e criadores de polêmicas, sofrendo todo o tipo de preconceito, inclusive de alguns do meio cristão, como se nossos alertas fossem invenção das nossas cabeças e não fruto de anos de pesquisa e estudo na área da sexualidade e do comportamento humano. Todavia, atualmente a sociedade pode comprovar através de inúmeros casos que nossos alertas não apenas estavam certos, como foram precisos, enxergando só agora o que há anos tentamos evitar em nosso país.

CASOS REAIS DE ABUSO JUDICIAL CONTRA OS PAIS
Aqui no Brasil, um caso em particular passou despercebido para a maioria, especialmente da grande mídia, em julho do ano passado. Ocorreu em Minas Gerais, quando um garoto de apenas, (pasmem!), 12 anos, conseguiu autorização judicial para “mudar de sexo”, mesmo sem a autorização do seu pai. Muito embora a mãe o apoiasse em clara oposição ao posicionamento paterno.

Leia abaixo um trecho da matéria divulgada no próprio site do Ministério Público do estado:

“A pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a Vara da Infância e da Juventude da comarca de Uberlândia concedeu tutela antecipada para garantir que um adolescente de 12 anos seja submetido aos tratamentos e acompanhamentos médicos, psicológicos e psiquiátricos, independentemente da vontade paterna, para interromper a puberdade”.

Interromper a puberdade, resumidamente, significa impedir que o corpo da criança se desenvolva naturalmente e adquira às características típicas do sexo de nascimento. Os profissionais que fazem esse tipo de aberração com um “transgênero”, por exemplo, utilizam hormônios do sexo oposto, “bloqueando” o hormônio produzido naturalmente pelo corpo através da injeção dos hormônios artificiais.

Esse tipo de procedimento é, na verdade, uma experimentação científica com efeitos colaterais terríveis e irreversíveis, sem qualquer fundamentação científica séria que garanta a saúde das pessoas ao longo de sua vida.

Uma publicação chamada Dores de Crescimento: Problemas com a supressão da puberdade no tratamento de disforia de gênero (original em inglês), publicada em 20 de junho de 2017 pelo jornal científico The New Atlantis, avaliou mais de 50 estudos acerca do tratamento hormonal em transgêneros e concluiu que “a luz de muitas incertezas e desconhecimentos, seria apropriado descrever o uso de tratamentos que bloqueiam a puberdade para a disforia de gênero como experimentais”. Ou seja, deixando claro que não é possível afirmar ser esse um procedimento seguro. É apenas uma experiência!

– A conclusão é que há pouca evidência científica que apoia este tratamento como algo seguro e reversível. Não temos provas suficientes sobre a sua segurança, mas sim muitas boas razões para se preocupar com o dano – disseram os autores do estudo, entre eles o Dr. Paul McHugh, professor de psiquiatria da Universidade Johns Hopkins, simplesmente a mais importante instituição do mundo nessa área de estudo, pioneira no tratamento com transexuais.

Ele e outro professor, chamado Dr. Lawrence S. Mayer, da Universidade Estadual do Arizona, também publicaram em 2016 um artigo científico chamado Sexualidade e Gênero: Resultados das Ciências Biológicas, Psicológicas e Sociais, no qual também refutam a ideia de que transgêneros já “nascem assim”, como a grande mídia quer nos fazer acreditar. A disforia de gênero, na verdade, é ocasionada por fatores ambientais associados à educação e outras variantes culturais, além de traumas sexuais.

A JUSTIÇA ESTÁ OUVINDO A CIÊNCIA?
Outro exemplo ocorreu em Minnesota, Estados Unidos, onde o juiz Paul A. Magnuson retirou o poder de decisão da mãe Anmarie Calgaro sobre o tratamento hormonal do seu filho. Ela precisou entrar na Justiça para rever a decisão do filho, que desejava se tornar “mulher”, mas teve o seu pedido negado. Ele saiu de casa para viver na casa de parentes.

Mais recentemente, no início deste ano (2018), uma juíza de Hamilton, no estado americano de Ohio, chamada Sylvia Sieve Hendon, retirou a guarda de uma filha de 17 anos dos pais, porque ela queria se transformar em “homem”, mas os pais não autorizaram a transição por questões religiosas e científicas. Os pais perderam a guarda sendo acusados de maltratar a filha e ela foi enviada para ficar aos cuidados da avó, segundo informações do jornal Washington Times.

A posição dos pesquisadores que citei mais acima, Lawrence S. Mayer e Paul McHugh, é apenas um pequeno exemplo do número de profissionais que em todo mundo estão alertando sobre os perigos da falaciosa “mudança de sexo”, dizendo que não há evidências seguras na ciência para apoiar o tratamento hormonal em transexuais.

Junto com eles estão também Quentin Van Meter e Michele Cretella, atual e ex-presidentes do Colégio Americano de Pediatria. O Dr. Stephen Stathis, do Hospital Infantil Lady Cilento, em Brisbane, Austrália, que defende haver a influência cultural sobre o número de diagnósticos crescentes de disforia de gênero, o que está de acordo com Joanna Williams, também professora universitária e autora do livro Women vs Feminism.

Segundo Joanna, a cultura, em grande parte através da própria mídia, está reforçando os conflitos de gênero nas crianças, o que tem provocado um crescimento assustador dos transtornos de identidade.

Eu mesma pesquiso sobre o tema há 15 anos, aqui no Brasil, e tenho sido perseguida por ativistas LGBTs e pelo próprio Conselho de Psicologia por causa disso. Já publiquei dois livros de referência chamados Ideologia de Gênero na Educação e Famílias em Perigo, nos quais explico os perigos da ideologia de gênero e como lidar com crianças com conflito de identidade.

Mas, se a ciência diz uma coisa, porque a Justiça não está correspondendo? Por que os pais estão perdendo a guarda dos seus filhos, em nome de uma ideologia?

A razão disso é o aparelhamento ideológico também no sistema judiciário. Não é só na psicologia que temos visto isso. Temos juízes, procuradores, advogados, militando em causa própria, favorecendo a defesa de questões políticas e não científicas. É disso que ativistas LGBTs se aproveitam. Não foi por acaso, por exemplo, que a procuradora da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), Débora Duprat, afirmou durante um debate sobre o Escola Sem Partido, na TV Câmara no ano passado, que é um equívoco a ideia de que “criança pertence a família. Que a família tem o poder absoluto sobre a criança (…) Não é verdade! A Constituição diz que a criança é um problema da família, da sociedade e do Estado”.

A ideia implícita nessa afirmação deixa claro que, em caso de discordância entre a vontade dos pais e a dos filhos com relação à sexualidade, por exemplo, em nome dos “direitos sexuais das crianças”, o Estado poderá interferir e decidir retirar dos pais a autoridade de orientar e determinar sobre seus filhos o caminho que achar melhor.

Foi exatamente isso o que ocorreu no caso de Minas Gerais, quando o promotor Jadir Cirqueira de Souza decidiu contrariar a vontade do pai, para autorizar que seu filho de 12 anos fizesse tratamento hormonal. Portanto, se trata de ativismo judicial baseado em questões ideológicas e não científicas.

ALERTA PARA OS PAIS
Isso é fruto de quem colocamos no poder. Os políticos são responsáveis por criar medidas capazes de inibir esse tipo de ação, que diminui o valor da família e supervaloriza a influência da cultura. Precisamos ter representantes no Congresso que saibam nos defender desse mal, impedindo que a família seja desrespeitada e os filhos se tornem vítimas do abuso ideológico promovido por ativistas.

A ciência está do nosso lado, mas para fazer valer o que conhecemos precisamos do apoio das famílias. De cada pai e mãe que possa, por exemplo, nas eleições deste ano, votar de forma consciente, apenas nos candidatos que declaradamente apoiam projetos como o Escola Sem Partido, contra a ideologia de gênero e contra quaisquer medidas que visam diminuir a autoridade familiar sobre os filhos.

Essa é a sua responsabilidade e o momento de combater é agora, antes que seja tarde demais!

Marisa Lobo possui graduação em Psicologia, é pós-graduada em Filosofia de Direitos Humanos e em Saúde Mental e tem habilitação para Magistério Superior.

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