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Alerta aos pais: Número de crianças que postam fotos nuas na internet cresce 360%

Cerca de 20 mil selfies foram publicas apenas nos primeiros seis meses deste ano

Marisa Lobo - 21/09/2022 16h18

Número de crianças que postam fotos nuas na internet cresce 360% Foto: Pixabay

Não dá para relaxar! Infelizmente, vivemos numa época em que a geração de crianças e jovens exposta a conteúdos inapropriados, e ao assédio por parte dos adultos com intenções criminosas, atingiu níveis absurdos. Como pais, o que podemos fazer? Aprender a como lidar com essa situação é um dos propósitos do texto de hoje.

Segundo levantamento feito pela Internet Watch Foundation (IWF), cerca de 19.760 fotografias no estilo selfies, de crianças com idade entre 7 e 10 anos se exibindo sexualmente, foram publicas apenas nos primeiros seis meses deste ano.

Estamos falando de crianças que mostram a própria nudez por meio da internet, em aplicativos de mensagens e outros. O número representa um aumento de 360%, em comparação ao mesmo período de 2020, e quando a idade vai dos 11 aos 13 anos, o quantitativo é ainda maior.

MÚLTIPLOS FATORES
Esse nível extremamente prejudicial de autoexposição decorre por vários motivos. O mais perigoso de todos diz respeito ao assédio sexual que crianças estão sujeitas a sofrer nas redes sociais. Sim, essa é uma realidade que muitos pais “moderninhos” não estão dando a devida atenção.

O cyber crime é um dos que mais crescem no mundo, e entre eles está o abuso sexual; normalmente, praticado por adultos que fingem ser crianças, utilizando perfis e fotos falsas. Assim, eles conseguem estabelecer contato com crianças de verdade, ganhando a confiança delas.

Uma vez criado o vínculo, o(a) criminoso(a), neste caso pedófilo(a), passa a fazer investidas cada vez mais íntimas sobre a vítima, até que lhe convence de se exibir, enviar fotos (as famosas “nudes”), e assim por diante.

Quando vai se dar conta da grave situação, a criança já pode estar “refém” do abusador, pois também passa a ser alvo de chantagens psicológicas, a fim de que não denuncie o crime. Para isso, os criminosos costumam fazer ameaças, como a de violência física contra os pais do menor, ou mesmo a divulgação de todo o material íntimo compartilhado.

CONSELHO AOS PAIS
Não existe uma receita mágica para lidar com um contexto tão complexo como este em que vivemos. Contudo, algumas atitudes gerais costumam ser extremamente eficientes, pois dizem respeito a uma sequência lógica de ações protetivas.

A primeira é: crianças não devem ter acesso ao celular/computador/internet de forma precoce! Uma coisa é inclusão digital, outra bem diferente é a precocidade digital. O que vemos, atualmente, são muitas crianças deixando a infância de lado para viverem mergulhadas no ambiente virtual.

Esse é o tipo de cenário inicial propício para a exposição ao assédio sexual online, visto que essas crianças não possuem maturidade cognitiva, nem a experiência de vida necessária para entender e reconhecer os perigos no mundo virtual.

A segunda coisa é: acompanhar de perto, tudo e sempre! Os pais precisam saber o que os filhos estão fazendo, quer seja na rua ou no uso do computador. Isso é cuidado e não invasão de privacidade. No caso das crianças, nenhuma privacidade deve ser absoluta!

Ou seja, os pais precisam, sim, monitorar tudo que os filhos fazem, justamente para que possam orientá-los quanto aos riscos envolvidos em suas ações. A vulnerabilidade das crianças, muitas vezes, só é potencializada devido à negligência dos pais em relação a esse cuidado.

A terceira coisa é: protejam seus filhos da erotização infantil. Infelizmente, a sensualização da infância faz parte de uma estratégia que visa a banalização e posterior legalização da pedofilia. Músicas, desenhos, filmes e até brinquedos, atualmente, estão carregados de erotismo.

Uma criança habituada a lidar com conteúdos erotizados, naturalmente vai se tornar erotizada precocemente, tornando-a ainda mais vulnerável ao assédio pela internet, dado à familiaridade com esse tema.

Marisa Lobo possui graduação em Psicologia, é pós-graduada em Filosofia de Direitos Humanos e em Saúde Mental e tem habilitação para Magistério Superior.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.
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