Vice-presidente tenta minar a autoridade presidencial

Se o vice-presidente permanecer se portando de maneira indigna, pode sofrer impeachment

Marco Feliciano - 05/04/2019 12h31

Vice-presidente, Hamilton Mourão Foto: Agência Brasil/Fabio Rodrigues Pozzebom

Alô, irmãos, alô, amigos que me dão a honra de me acompanhar aqui no Pleno.News!

Hoje vou abordar um assunto muito importante para todos nós, grande maioria da população, responsável por alijar as esquerdas do poder e iniciar uma nova era com o governo conservador do presidente Jair Bolsonaro.

Inimigos não faltam com o único alvo da crítica pela crítica. No entanto, o que me preocupa sobremaneira é o chamado “fogo amigo”, ataques que chegam por parte de aliados do governo, dos quais se espera no mínimo coerência. Refiro-me ao vice-presidente, General Hamilton Mourão, que vem adotando um estranho protagonismo, tal qual o de alguém que se coloca como alternativa extemporânea para uma mal urdida manobra imaginária de impedimento do governo Bolsonaro. Não se trata de teorias da conspiração, mas de simples constatação.

Já alertei nas mídias sociais o fato do vice-presidente desdizer e corrigir publicamente o presidente da República, em tese, seu superior hierárquico, se portando de maneira indecorosa e indigna ao alto posto que ocupa no governo da República. Frisei que, por respeito a quem o escolheu como vice e sendo um soldado, deveria respeitar o princípio simples de comando que provém da liturgia do cargo de presidente da República. No entanto, ele atribui erroneamente ao presidente a divulgação de um vídeo sobre 1964, e mais, vem a público corrigir o presidente sobre a questão do nazismo, tentando minar a autoridade presidencial, a meu ver, de forma desleal.

Aviso aos navegantes: Cícero, senador romano, sempre iniciava seus discursos com essa frase “Que usque tanden abutere, Catilina, patientia nostra” (Até quando, Catilina, abusarás de nossa paciência?). Se o vice-presidente permanecer se portando de maneira indigna, pode sofrer impeachment, pois é crime de responsabilidade proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo.

Esse protagonismo do vice já se reflete no exterior. Steve Bannon, estrategista político norte americano, afirma que o vice-presidente brasileiro General Hamilton Mourão tenta se mostrar preparado para assumir o Planalto, caso Jair Bolsonaro não dê certo no comando do governo. Nesta sexta-feira (5) o vice-presidente desembarcou em Massachusetts para uma reunião em Boston, onde participa da Brazil Conference, evento organizado por estudantes brasileiros da Universidade Harvard e do Massachusetts Institute of Technology – MIT. Ali ele se encontrará com o filósofo de esquerda, Mangabeira Unger, ex-ministro petista. Vejo essa visita como um contraponto à visita do presidente Jair Bolsonaro, num momento tão difícil para a política interna de nosso país.

Finalizo pedindo a Deus que forme um escudo de anjos em volta do presidente Bolsonaro e derrame Suas mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todo o povo brasileiro.
Marco Feliciano é pastor, foi reeleito Deputado Federal por São Paulo com quase 400 mil votos e preside a Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento.

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