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Um projeto de lei para os irmãos da Cracolândia

Quando se fala em recuperação de drogados todos tiram o corpo fora

Marco Feliciano - 08/07/2022 13h15

Cracolândia na Praça Princesa Isabel, em São Paulo Foto: EFE/ Fernando Bizerra Jr

Estou em oração, com os joelhos dobrados, para que Deus me dê inspiração para que, junto de minha assessoria, consiga elaborar um projeto de lei que ampare nossos irmãos de todas as cracolândias a fim de que se sintam cidadãos novamente. E o mais importante: que lhes seja ministrado um sopro de vida digna.

Tenho certeza de que um fator preponderante para a recuperação de um ser humano vítima desse terrível flagelo, que é o crack, é a fé. E esta tem de brotar de dentro para fora, com os estímulos necessários de uma equipe de expertises no comportamento humano como as que atuam por intermédio das igrejas.

Quando se fala em recuperação de drogados todos tiram o corpo fora, porque sabem o quão espinhosa é tal tarefa. Sempre se deixa para que os outros façam, pois ninguém quer nunca se comprometer.

No entanto, nossos irmãos das ruas, afundados num lamaçal, tal qual areia movediça, não encontram forças para lutar contra esse mal satânico sozinhos. Sim, parece impossível se safar quando se está envolvido com a mais terrível das drogas.

Para quem não sabe, a um simplesmente tragar de um cigarro ou cachimbo de crack o coitado já estará viciado; e sua mente será dirigida a procurar cada vez mais pela droga. Para conseguir dinheiro, o viciado faz de tudo. A princípio vende o que encontra de valor em sua casa. Por isso, em sua grande maioria, é colocado na rua pelos próprios familiares que o amam.

Nós, deputados, autoridades constituídas diretamente pelo povo, temos a obrigação de apresentar soluções imediatas para esse problema. Mas, não soluções imediatistas, com paliativos que nada mais são do que fogo de palha, que queimam rapidamente e viram cinzas com o dinheiro público.

A maior dificuldade que se apresenta, no caso de realizar o sonho de se ter um lugar para encaminhar o dependente químico, é o fator da livre escolha ou do compulsório. Para a primeira acolhida é necessário um local onde o paciente não possa sair por conta própria. Para isso, tem de se contar com meios de contenção, o que fará com que os opositores; verdadeiros oráculos das trevas; digam que estamos levantando “campos de concentração”. Mas em seus 16 anos de desgoverno, estes não levantaram nenhuma tenda de solução para nossos irmãos drogados.

Apresento uma ideia e vou colher subsídios, como já disse, para um projeto de lei amadurecido e consensual. Para que com a graça de Deus possamos minimizar o sofrimento de milhares de famílias. Para isso, conto com a colaboração de pessoas da esquerda que queiram se irmanar neste projeto de salvar vidas que, para Deus nunca estão perdidas; mas num estágio de recuperação.

Finalizo pedindo a Deus que nos dê forças para vasculhar nesse vespeiro. E que derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais a todos os nossos irmãos em situação de rua.

Marco Feliciano é pastor e está em seu terceiro mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.
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