Um dos mais poderosos ministros da Fazenda não sabe o que diz

Delfim Netto me causou tristeza com suas afirmações

Marco Feliciano - 19/07/2019 15h08

Alô, irmãos e amigos que me acompanham no Pleno.News. Peço três minutos do seu tempo para um respeitoso embate com um nonagenário. Aprendemos desde a mais tenra idade que devemos nos espelhar nos mais velhos afim de nos contagiarmos com a sabedoria acumulada. O que falar de um homem no alto de seus 91 anos, muitos deles dedicados à vida pública, tendo sido um dos mais poderosos ministros da Fazenda nos governos militares pós-64? Falo do professor Delfim Netto.

Foi com enorme tristeza tomei conhecimento de artigos escritos pelo professor. Ele critica o presidente Jair Bolsonaro e sugere que ele está “se deixando seduzir pelo “complexo de Messias”, criado pela esperta e competente “dialética evangélica” do deputado paulista Marco Feliciano”. Ele continua: “Estamos ameaçados por uma nova ideologia: o dogmatismo religioso de inspiração evangélica que sofre de hemiplegia mental”. Procurei o significado de hemiplegia e constatei tratar-se de uma paralisia cerebral que atinge um lado completo do corpo, o direito ou esquerdo.

Delfim Netto parte para a defesa da participação da Igreja Católica na política. Para ele, o lugar hoje é ocupado apenas por lideranças evangélicas. Isso é um engano, a quantidade de evangélicos nas casas legislativas equivalem aos católicos. Ou esse senhor só reconhece como representante desse segmento padres ordenados? Isso seria um total desconhecimento que lideranças católicas atuam em estreita comunhão com parlamentares evangélicos? Inclusive, em projetos que interessam a todos os cristãos.

Em sua coluna na Folha de S.Paulo, essa semana, o ex-ministro faz uma grosseira ironia à fala do general Luiz Eduardo Ramos, da Casa Civil. Ramos pediu a Deus a sabedoria de Salomão, a capacidade de articulador de José do Egito e a força guerreira de Davi. Netto fala como se o general tivesse afirmado possuir esses poderes. O mesquinho engodo intelectual é muito comum em articulistas do ex-prestigioso jornal, hoje um pasquim trotskista, leninista e Grancista. O que há de pior nos meios de comunicação!

Quando se refere a minha pessoa novamente, argumenta que eu estaria: “de olho na vice-presidência na reeleição de 2022”. Ele se esquece que fui eleito por um seguimento conservador religioso cristão composto de evangélicos, católicos e livre pensadores. Sem viés radical, mas sim, conciliador.

Mas, admiro o espírito de camaleão desse ancião economista. Pois sempre se derreteu em loas aos governos que se sucederam até os dias de hoje, independentemente de suas matizes ideológicas. Claro, desde que repartissem com ele o botim da corrupção. Ele foi envolvido na Lava Jato no alto de seu quase centenário, talvez o mais velho de todos os investigados.

Durante sua atuação no Ministério da Fazenda levantou a tese de que primeiro teria de confeccionar o bolo para depois distribuir ao povo. O que distribuiu foi uma inflação recorde e uma recessão monstruosa que sufocou a classe trabalhadora e abriu as portas para o Foro de São Paulo.

Finalizo pedindo a Deus que ilumine esse senhor para que tenha uma velhice espelhada no apóstolo João, que viveu por 100 anos pregando o amor e nunca a contenda entre irmãos. Que o Senhor derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais a todos nós.

Marco Feliciano é pastor, foi reeleito Deputado Federal por São Paulo com quase 400 mil votos e preside a Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento.

Clique para receber notícias
WhatsApp
Entre e receba as notícias do dia
Entrar no Grupo