Seja um conservador

Ser conservador é um estado de espírito; é ter um Norte na existência; é saber que não estamos neste mundo por acidente

Marco Feliciano - 27/11/2017 10h19

Alô amigos do Portal Pleno News, é com enorme alegria que mais uma vez estamos juntos para conversarmos sobre um assunto que diz respeito a todos nós, cristãos brasileiros.

Irmãos, ser conservador é um estado de espírito; é ter um Norte na existência; é ser sabedor de que não estamos neste mundo por acidente. É termos ciência de que nossa origem não se deve a um caldo de aminoácidos que se combinaram e que em função de um erro, nessa fusão, a vida surgiu. Como cristãos sabemos que não foi nada disso. Sabemos que somos criaturas de um Ser maravilhoso que tal qual um espelho nos projetou à sua imagem e semelhança. E, com seu sopro divino, entre milhões de diferentes espécies de vida, nos presenteou com a inteligência e a noção inata da sua onipresença.

Durante os sete mil anos de história cronologicamente registrada da humanidade sempre tivemos essa noção de Deus, um ser que sempre existiu e sempre existirá. Se formos abstrair desse conceito de Deus, como alguns fazem, não teríamos adjetivos para fazermos referência ao Deus Criador. Pelo fato de o homem naturalmente ter uma compleição física mais avantajada do que a mulher, se condicionou ligar a figura de Deus a um adjetivo masculino. Não fazemos essa ligação por causa do sexo, essa ligação é apenas uma referência. Essa cognição se enraizou em todas as culturas e não há um registro de questionamentos a respeito disso.

Faço esse preâmbulo para comentar as lamentáveis notícias que nos chegam da Suécia, através do portal Globo.com. A informação divulgada é de que a Igreja Evangélica Luterana Nacional, daquele país, buscando se afinar com a ideologia de gênero, orientou seu clero a usar uma linguagem neutra quando se referir a Deus, evitando as palavras “Senhor” e “Ele”. Uma arcebispa Antje Jackelen adota uma linguagem que diz ser mais inclusiva, mas vem sofrendo críticas por isso. O teólogo dinamarquês Crister Pahimblad acusa a igreja sueca de não respeitar a herança teológica comum a todos cristãos. Também a Igreja da Inglaterra orientou suas cinco mil escolas a ensinar as crianças a experimentar “as muitas variantes de identidade” (sic).

Esses motivos apresentados, a meu ver, são responsáveis pela descristianização da Europa, (fenômeno observado após a segunda grande guerra) pois a Igreja como instituição divina pede respeito às tradições, até pelo conceito que temos de Deus como ser imutável. Podemos enxergar esse Deus imutável ao estudar seu livro sagrado, que nos remete ao início dos tempos, e é o mais lido em todas as eras, com tiragem de mais de cem milhões de exemplares anuais, sem ter uma única vírgula mudada em seu contexto, diferindo apenas em suas traduções.

No momento em que aceitamos os modismos na liturgia da Igreja, esta passa a ser apenas um clube de serviço tal qual o Rotary, por exemplo, mas não o que se conceitua como morada do Deus Altíssimo, caminho para o Céu e luz do mundo.

Finalizo pedindo a Deus que nos dê discernimento para impedir esses malignos modismos mundanos que tentam destruir a família, célula mater da criação, e derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todos.

 

Marco Feliciano é pastor, foi reeleito Deputado Federal por São Paulo com quase 400 mil votos e preside a Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento.