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Precisamos falar sobre o pastor acusado de homofobia injustamente

Dentro da Igreja não aceitamos valores que não se coadunam com os princípios cristãos

Marco Feliciano - 19/05/2022 17h20

Precisamos falar sobre o pastor acusado de homofobia injustamente Foto: Pixabay

Em 2013, fui hostilizado por movimentos LGBTQIA+ ao me colocar contra os avanços dos costumes que atingem famílias; jovens e crianças; com a famigerada ideologia de gênero. À época, me taxaram de forma depreciativa por defender princípios cristãos. Porém, a Bíblia Sagrada, em diversas passagens, condena o relacionamento homoafetivo para quem quer estar em comunhão.

A partir desse acontecimento, alertei diversas vezes sobre o risco desses movimentos liberalizantes avançarem sobre a liturgia da Igreja, pois, a liberdade de culto inclui também a sua liturgia. O fato é que a frequência aos cultos é franqueada a todos – desde que se comportem de forma a não escandalizar os fiéis -, mas a participação dos atos religiosos tem de seguir o rito proposto pela Igreja, de acordo com as regras canônicas. Assim, é possível impedir quem não se adeque ao ritual preestabelecido.

Também, profetizei que a homofobia ao ser comparada ao crime de racismo, serviria de instrumento para a perseguição de padres e pastores que se recusassem a tratar casais homoafetivos – com as mesmas normas internas -, como se fossem casais compostos por homem e mulher, como criado por Deus.

E foi exatamente o que aconteceu na Igreja Presbiteriana Família Renovada, em Aracaju, Sergipe, no último domingo (15). O pastor se recusou a batizar um fiel por não se adequar as normas litúrgicas da igreja para o batismo, por ser casado de forma homoafetiva com outro homem. Pois, contraria as normas preestabelecidas pela igreja. A atitude do pastor gerou uma absurda queixa de homofobia, que esperamos ser devidamente esclarecida e tornada sem efeito.

Faço questão de frisar que não temos nenhum preconceito; cada um forme a família da forma que desejar e que sejam felizes. O que não aceitamos é tentar trazer para dentro da Igreja valores que não se coadunam com os princípios cristãos.

Uso meu mandato parlamentar para junto a meus pares, conservadores, defender a família tradicional composta por pai, mãe e filhos. Claro, sempre respeitando quem pensa diferente, mas sem transigir um milímetro da minha fé e daquilo que prego: que é o verdadeiro Evangelho de Cristo do qual não me envergonho.

 

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Marco Feliciano é pastor e está em seu terceiro mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.

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