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Os interesses na legalização da maconha

O Projeto de Lei 399/2015 propõe liberar a plantação de maconha em residências

Marco Feliciano - 28/05/2021 17h48

A sociedade civil organizada tem um compromisso histórico com as próximas gerações. Existem fortes interesses na legalização da maconha em nosso país, com a justificativa do uso medicinal de alguns princípios ativos da cannabis. E merecem todo o nosso apoio as famílias que dependem de remédios elaborados com canabiol para minimizar os efeitos de algumas doenças em crianças. Assim, o governo já sinalizou que fornecerá gratuitamente esses medicamentos a quem necessitar.

Já o Projeto de Lei 399/2015, do deputado Fábio Mitidieri, propõe liberar a plantação de maconha em residências. O cultivo da planta seria permitido tanto para uso medicinal como recreativo. A ideia do deputado é liberar o cultivo de até 6 plantas de maconha em casa, obedecendo ao limite de 480 gramas anuais para a colheita e o consumo individual ou compartilhado, que deve restringir-se ao ambiente doméstico.

Se aprovado o PL, quem fiscalizará isso? Vamos nos transformar numa grande fazenda de produção de maconha, envergonhando-nos perante o mundo?

A desculpa esfarrapada de que a legalização da maconha visa combater o crime organizado cai por terra sob a mais simples análise. Pelo contrário, o crime de tráfico sairia fortalecido, pois o monopólio será sempre do crime.

E qual é o cidadão de bem que se habilitaria a entrar num comércio de morte, com um exército cada vez maior de dependentes químicos que, a cada dia, juntam-se ao contingente de mortos-vivos das Cracolândias que proliferam em todo país?

Diante disso, nós, parlamentares conservadores, teremos uma luta feroz pela frente com as esquerdas gramcistas que visam destruir os valores familiares tradicionais para dominar. Mas a vitória é nossa! Devemos deixar para nossos netos um legado de respeito à vida, e vida com abundância, sem a destruição de valores familiares da nossa linda tradição judaico-cristã.

Finalizo pedindo a todos que cerremos fileiras em defesa dos jovens vítimas do crime organizado, que movimenta bilhões do tráfico para cooptar pessoas em posições de destaque na sociedade para dar credibilidade às suas inconfessáveis intenções.

Marco Feliciano é pastor e está em seu terceiro mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.
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