Os brigadistas que atearam fogo na Amazônia

Há dois meses o presidente Bolsonaro foi criticado por levantar a suspeita

Marco Feliciano - 29/11/2019 10h51

Incêndio na Amazônia Foto: EFE/Bombeiros de Rio Branco

Alô, irmãos e amigos que me dão a honra de me acompanharem no Pleno.News. Peço licença desta vez para um desagravo. No auge dos relatos de incêndios florestais na Amazônia houveram pesadas críticas ao presidente Jair Bolsonaro. Isso porque ele levantou a suspeita de que esses incêndios poderiam ter a participação de ONGs que atuam na área e são custeadas por verbas vindas de países estrangeiros.

Agora, dois meses após intensas investigações da Polícia Civil do Pará, concluiu-se a participação de brigadistas ligados a ONGs que se propõem ao combate a incêndios na floresta. Eles estão ligados aos atos criminosos relatados, ou seja, provocaram queimadas com afim de desmoralizar nosso país no exterior e estimular a velha ideia de internacionalização da Amazônia ferindo nossa soberania.

Foram presos preventivamente Daniel Gutierrez Govino, João Vitor Pereira Romano, Gustavo de Almeida Fernandes e Marcelo Aron Cwerner. Todos são de ONGs, entre elas a Brigada de Incêndio do Alter do Chão, causadora dos incêndios.

Mandado de busca e apreensão foi cumprido na sede da ONG Projeto Saúde e Alegria, uma das ONGs mais reconhecidas da região e ganhadora de vários prêmios por sua atuação na Amazônia. Aguardemos manifestação de jornalistas brasileiros que massacraram nosso presidente Jair Bolsonaro. Bolsonaro alertou para as ONGs que recebem verbas milionárias, para os governos da Alemanha e Noruega, que usaram suas doações como arma de pressão e também para o francês Emmanuel Macron. Mas, a imprensa tachou suas suspeitas de teoria da conspiração lançando dúvidas sobre a seriedade com que nós tratamos a questão.

Um fato inusitado foi a doação feita pelo ator Leonardo DiCaprio no valor de 500 mil dólares para ajudar a combater esses incêndios. Pois bem, a verba foi destinado a ONGs que usaram notas fiscais “frias” para justificar os gastos.

Finalizo reconhecendo o mérito da Folha de São Paulo em cobrir o fato com matéria de página inteira na edição desta quarta, dia 27, destacando a gravidade do assunto.

O juiz Alexandre Rizzi, responsável pela prisão e titular da 1ª Vara Criminal de Santarém (PA) expediu alvará de soltura em favor dos réus. A explicação foi que, por já terem sido interrogados pela Polícia Civil, não há mais necessidade de mantê-los presos antes do julgamento. Rizzi disse ainda a decisão “não significa qualquer juízo de absolvição dos acusados”. Parte da imprensa aproveita a decisão do juiz para esvaziar as investigações, inclusive com ilações em relação a competência das investigações serem do Ministério Público Federal ou dos órgãos Estaduais.

Peço a Deus que derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais a todo povo ordeiro da Amazônia Brasileira.

Marco Feliciano é pastor, deputado federal por São Paulo e preside a Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento.

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