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O poder político não justifica tamanha agressão aos cristãos

São mais as coisas que nos unem do que as que nos separam.

Marco Feliciano - 06/08/2020 19h37

Basílica de Santa Sofia Foto: Divulgação

Fui eleito para representar o magnífico povo de Deus no parlamento e, sempre que posso, me manifesto sobre assuntos que envolvem a perseguição contra cristãos. Nós, cristãos de todo mundo, não devemos esmorecer diante de qualquer ataque contra a nossa fé viva em Cristo Jesus. Seja direta ou indiretamente.

A história do cristianismo é repleta de símbolos sagrados. Na igreja primitiva, mártires deram sua vida pela fé e permitiram a solidificação da doutrina que se espalhou pelo mundo. Foi durante o reinado do imperador Constantino que o cristianismo se tornou a religião oficial de todo Império Romano. Em 537 da nossa era, por ordem do imperador Justiniano foi construída a Catedral de Santa Sofia em Constantinopla, ela permaneceu como templo da fé cristã até a queda do Império Romano do Oriente, em 1453. Foi, então, transformada em mesquita e retiraram a cruz de seu teto, substituindo pelo crescente islâmico. Aquela que durante mil anos foi a maior catedral do mundo, estava em novas mãos e assim permaneceu até a queda do Império Otomano, em 1915 .

Por acordos políticos entre vencedores e vencidos ficou estabelecido que a Catedral de Haifa Sofia seria transformada em museu, o que aconteceu em 1934. Além disso, foi estabelecida a laicidade do Estado Turco sob o governo de Ataturk. Com a ascensão do atual líder Erdogan ao poder, em 2003, e após violentos protestos pela democracia, em 2016, foi imposta uma ditadura ao país. Num ato de populismo injustificado, ele resolveu novamente transformar o templo cristão em mesquita islâmica. Um total desrespeito aos cristãos de todo mundo, sendo que próximo ao local está a fabulosa Mesquita Azul para o culto islâmico.


O presidente turco, Recep Tayyp Erdogan

O poder político não justifica tamanha agressão aos cristãos. Imaginemos que após a vitória de Israel na Guerra dos Seis Dias, em que o povo judeu recuperou o domínio sobre Jerusalém Oriental, determinassem o desmonte da Mesquita do Domo da Rocha e manifestassem a intenção de reconstruir o Templo de Salomão. Pois é, isso nunca foi intenção das autoridades israelenses, em respeito aos mais de 2 bilhões de muçulmanos no mundo.

E antes que murmuradores “cristãos” de plantão critiquem aviso que hoje as vítimas são cristãos ortodoxos gregos. Amanhã, podem ser cristãos protestantes. Sempre lembro, são mais as coisas que nos unem do que as que nos separam.

Finalizo pedindo a Deus que ilumine as autoridade turcas para que reflitam e revertam essa agressão a todos bilhões de cristãos no mundo. Que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais a todos fieis.

Marco Feliciano é pastor evangélico e vice-líder do governo Bolsonaro no Congresso Nacional.
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