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O maligno usa o nome de influencer e toma a mente das crianças

Não podemos terceirizar a educação dos jovens para que aprendam com celulares

Marco Feliciano - 23/03/2022 11h02

Pai, mãe e irmão ao lado do adolescente de 13 anos Foto: Arquivo Pessoal

Aos pais envio um alerta: Vamos cuidar melhor das nossas crianças e adolescentes! Prover o essencial para que nossos filhos tenham uma vida confortável nos parece ser o cumprimento de uma regra básica preestabelecida, certo? Mas se essa tem sido a sua única preocupação, pai e mãe, sinto lhes dizer que vocês estão muito enganados.

Além de pastor, tenho sob minha responsabilidade os cuidados de filhos e netos de membros da igreja que nos solicitam uma atenção complementar. E como deputado, tenho de analisar leis que ao serem aprovadas terão vigência sobre todos. Portanto, o que quero dizer é que temos de ter sensibilidade para legislar pelo bem geral. Sendo assim, nossa visão deve abranger até mesmo o mais secreto do ser humano. Isso é, aquele momento em que nossos filhos estão com um tablet nas mãos, conectados à internet, com acesso ao que há de mais útil; mas, infelizmente, também ao profano mundo da maldade. Aquilo que nem desejo enumerar; pois, todos sabemos do que estou falando.

Sim, existem conteúdos na internet que estimulam a automutilação e a outras violências, como a que se noticiou esta semana. Quando um menino de 13 anos, – uma criança – matou a própria mãe, o irmão de 7 anos, e baleou o pai. O motivo de seu ato? Ter sido proibido de usar o celular para um jogo virtual. O menino contou ao delegado que o pai tomou o celular dele por ter tirado notas baixas na escola e por estar fissurado em jogos virtuais.

Um celular ou um tablet pode ser o melhor presente; ou, o pior. Tudo depende da vigilância. Nunca devemos terceirizar a educação de uma criança para o smartphone ou para o computador; pois, o maligno pega o nome de influencer digital emprestado e toma conta da mente dos nossos filhos com mensagens subliminares repletas de pornografia, ideologia de gênero e outra perversões.

Educar bem requer cuidados pessoais a respeito do conteúdo que nossos filhos estão acessando. Se interessar pelo que eles veem e checar os sites acessados, não é invasão de privacidade; é zelo pelo bem-estar de todos. Sempre que possível, estimule seus filhos a acessarem mensagens bíblicas próprias para a idade, em linguagem simples mas que os tocará para sempre.

Mas faça mais: dose sempre o entretenimento com os estudos. Não deixe seu filhos desprotegidos do manto dos pais que sempre querem o melhor e são a mão de Deus sobre a vida deles.

Finalizo pedindo a Deus que nos dê sabedoria para orientar nossos filhos neste mundo digital no qual cabe tudo; o bem, mas também o mal. E que ele derrame as mais escolhidas bênçãos sobre nossos filhos.

Marco Feliciano é pastor e está em seu terceiro mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.

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