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O injusto e rasteiro ataque às Forças Armadas

A resposta do ministro da Defesa e dos comandantes militares foi firme

Marco Feliciano - 09/07/2021 16h26

Senador Omar Aziz reclamou das Forças Armadas Foto: Agência Senado/Edilson Rodrigues

As instituições mais respeitadas e admiradas pela maioria em nosso país são a Igreja e as Forças Armadas. Aproveitando nosso “caldo cultural” e nossa miscigenação, elas criaram uma forma democrática de recrutar membros, pois, tanto na igreja como nos quartéis, o ingresso se dá pelo mérito e está disponível a pessoas de qualquer classe social.

Desse modo, todas as famílias se identificam e criam vínculos sentimentais com ambas as instituições, até mesmo pelas intervenções delas em momentos delicados de nossa história. Além disso, em todos os cantos desse nosso país continental, encontramos uma igreja e um destacamento militar, garantindo um convívio social solidário e pacífico à população e criando ali um vínculo indissolúvel de recíproca admiração.

Sendo assim, críticas a essas instituições costumam ser tão criteriosas que praticamente não existem, uma vez que são tantos os aspectos positivos dessas instituições que, em muito, eles superam os possíveis e pontuais motivos de divergências.

Agora imagine uma autoridade da República ‒ imbuída de uma posição de destaque na sacralidade de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que desperta o interesse coletivo, pela expectativa de aprimorar a administração dos recursos públicos ‒ usar a voz do Senado para atacar as Forças Armadas injustamente, de forma rasteira.

Foi isto que fez o presidente da CPI, senador Omar Aziz, ao referir-se a uma inexistente “banda podre” das Forças Armadas e numa fase de investigações em que não se apurou nenhuma responsabilidade, por atos ilícitos, por parte de militares que servem ao atual governo, em cargos de confiança.

Logo, a resposta do ministro da Defesa e dos comandantes militares foi oportuna e à altura, firme e espartana, sem qualquer intimidação. Mas serve como alerta para que fatos desagradáveis como esse não se repitam, sob pena de que quem os deflagrou arque com as consequências legais, dentro dos limites da Constituição.

Finalizo pedindo a Deus que conceda equilíbrio às pessoas imbuídas de autoridade, para que elas não caiam na vala comum do abuso, e que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todos!

Marco Feliciano é pastor e está em seu terceiro mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.

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