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O grupo de rebeldes que tomou o poder pela força e o manteve à bala

O presidente de Cuba teve a cara de pau de culpar os embargos econômicos

Marco Feliciano - 12/07/2021 18h10

Um dos países mais prósperos da América Latina nas décadas de 50 e 60, Cuba se notabilizava por uma economia pujante e pelo turismo de luxo. A ilha era o destino de 9 entre 10 norte-americanos endinheirados que se hospedavam em seus hotéis pomposos e frequentavam os cassinos e resorts luxuosos. Eles recebiam ricos de todas as partes do mundo, gerando milhões de dólares para a economia local.

Sendo assim, pelas ruas e avenidas de Havana, com seus edifícios de alto padrão, era comum o desfile de carrões importados. Cuba parecia um oásis num Caribe de repúblicas pobres e sem recursos. E isso numa época em que a liberdade era aquela praticada nas melhores democracias, pois a ditadura de Fulgencio Batista era monitorada pelos EUA, que não apoiariam regimes sanguinários.

O turismo foi sempre um motor da economia cubana em franca expansão. Mas, como tudo que vai bem desagrada às correntes do mal, um grupo de rebeldes ‒ liderados por um jovem revolucionário chamado Fidel Castro, por seu irmão Raúl Castro e pelo enfermeiro Ernesto Guevara (conhecido como Che Guevara) ‒, numa aventura revolucionária, tomou o poder pela força e o manteve à bala.

Ao tomar o poder, Fidel formou uma coalizão com os grupos moderados da Ilha. Mas, aos poucos, com a adesão de Fidel ao comunismo, seus aliados foram se distanciando. Assim, cada vez mais o governo comunista foi se tornando sanguinário e passou a promover execuções em massa de seus opositores. Isso tudo com o apoio irrestrito da União Soviética que sustentou a revolução cubana com recursos da venda do açúcar e promoveu a exportação da revolução para a América Latina (onde Che Guevara, o braço direito do movimento, foi morto pelo Exército boliviano).

Com a nacionalização das empresas norte-americanas em Cuba, o governo dos EUA decretou um embargo econômico que perdura até hoje. Desse modo, hordas de refugiados cubanos aportaram em Miami, na Flórida, formando uma numerosa comunidade e, desde então, o dinheiro dessa diáspora mantém grande parte das famílias que ficaram em Cuba, impedidas de deixar o país.

Como, para Deus, tudo é possível e o Seu tempo é diferente do nosso, novos ares têm soprado em Cuba. Assim, notícias recém-chegadas do país dos irmãos Castro dão conta de revoltas sociais contra o regime opressor da ilha. São vários os protestos pelas ruas ‒ as maiores manifestações populares contra o governo em décadas, com pessoas gritando “liberdade”, entoando canções contra o regime de Fidel e pedindo a renúncia do atual presidente cubano.

Miguel Díaz-Canel, por sua vez, em seu pronunciamento à população, teve a cara de pau de culpar os EUA pela maior crise econômica em Cuba desde o fim da União Soviética, atribuindo todos os problemas locais aos embargos econômicos que o governo norte-americano aplicou à nação. Uma desculpa esfarrapada, uma vez que Cuba tem a liberdade de vender seus produtos a quem lhe aprouver, mas não consegue manter-se. Isso prova que o comunismo não deu certo em lugar nenhum do mundo e que, em Cuba, o regime só contribuiu para socializar a miséria.

A juventude, revoltada com a perda de três gerações de pessoas sem que haja perspectiva de melhora, deve contar com as nossas orações. Isso para que o apodrecido regime ateísta cubano enxergue a hora de passar o poder pacificamente, com eleições livres fiscalizadas por governos também livres, e não por uma ONU infiltrada por comunistas.

Finalizo agradecendo a Deus por lançar luz divina sobre o sofrido povo cristão de Cuba que padece nos mais de 60 anos de cativeiro dessa nova Babilônia. Que Ele lhe traga a total liberdade ‒ social e de culto! Que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todo povo cubano!

Marco Feliciano é pastor e está em seu terceiro mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.

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