O golpe para soltar Lula

O desembargador Favreto foi militante do partido do ex-presidente por 20 anos. Conceder habeas corpus a Lula não é suspeito?

Marco Feliciano - 13/07/2018 11h24

Alô, amigos que me acompanham pelo portal Pleno.News. Aproveito esta oportunidade para comentar o despacho do desembargador Rogério Favreto, no domingo passado, durante seu plantão como autoridade judiciária do TRF-4 de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. O documento expedido por ele concedia habeas corpus ao ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.

O ex-presidente Lula Foto: Folhapress/Ernesto Rodrigues

A ordem de Favreto foi imediatamente contestada pelo juiz Sérgio Moro que determinou a Polícia Federal o não cumprimento da mesma, até análises mais apuradas.

O que aconteceu, posteriormente, em duas oportunidades. A primeira realizada pelo desembargador João Pedro Gebran e outra, finalmente, pelo presidente do TRF-4, o desembargador Thompson Flores, que revogou a medida mantendo a prisão de Lula.

Elaborei uma representação, que apresentarei oportunamente, contra esse ato do desembargador Favreto ao Conselho Nacional de Justiça para que seja apurada possível falha funcional disciplinar.

Mas o que causa estranheza são decisões tomadas de afogadilho, em um plantão de final de semana, ao cair da noite. Conforme se sabe, minutos após o desembargador Fraveto assumir seu plantão judiciário, ele tomou conhecimento de um pedido apresentado por três deputados do mesmo partido do preso. E, do qual a autoridade judiciária – Favreto – foi militante por 20 anos; inclusive, exercendo cargos de confiança em governos do partido.

Essas informações configuram, no mínimo, suspeição sobre qualquer decisão. O prudente seria esperar pelo próximo dia útil, para uma análise mais abalizada pelo tribunal. O que acabou acontecendo no mesmo dia, no domingo.

Agora, imaginemos se a soltura tivesse acontecido. E a comoção que causaria um pedido de asilo do ex-presidente Lula a alguma embaixada, cercada por manifestantes, com bandeiras vermelhas, liderados por partidos que ainda sonham em voltar ao poder a qualquer custo. Só que, desta vez, para tumultuar uma eleição que já sabem perdida, para eles, com repercussão internacional.

Quando não conseguiram o que queriam, tentaram culpar o juiz Moro pelas idas e vindas desse habeas corpus, pelo libera-mantém preso. Mas esses manifestantes se esquecem de que ordem ilegal não se cumpre. O que ficou sobejamente comprovado.

Finalizo pedindo a Deus que guarde nosso país desses falsos defensores dos pobres que, na verdade defendem o marxismo ateísta. E que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais a todo povo livre do nosso país.

Marco Feliciano é pastor, foi reeleito Deputado Federal por São Paulo com quase 400 mil votos e preside a Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento.