Leia também:
X Mulher é flagrada levando homem na coleira

O Brasil vive o maior processo de transição religiosa do mundo

Essa transformação tem impacto na vida das pessoas

Marco Feliciano - 21/10/2020 14h15

Longe de mim ser crítico literário, mas analisei o livro do antropólogo Juliano Spyer que tem como título “Povo de Deus – Quem são os Evangélicos e por que eles importam”. Tive acesso a uma sinopse do material e o achei interessante.

O autor comprova que “o Brasil vive o maior processo de transição religiosa do mundo, com sua população migrando de forma acelerada do catolicismo para o cristianismo evangélico” e completa que “essa transformação tem impacto na vida das pessoas, especialmente dos mais pobres, mas ainda é pouco compreendida pela elite do país”.

O autor se baseou na pesquisa de campo de seu doutorado. Na ocasião, ele morou numa vila de trabalhadores na periferia de Salvador. Spyer fez amizade com famílias evangélicas, participou de cultos e comprovou o impacto da religião na vida das pessoas.

Quando intelectuais se lançam a campo para esses tipos de pesquisa geralmente adotam uma visão estereotipada do nosso dia a dia na Igreja. Mas o impacto positivo que recebeu o fez colorir seu texto com muito mais fatos positivos que contrários.

O autor afirma que a Igreja produz um serviço que o Estado não dá conta, com amplo amparo social para as famílias e para o qual a sociedade não se mobiliza.

Com sua visão leiga fala em bem-estar informal, quando na realidade, sabemos que é a ação do poder de Deus entre nós que muda substancialmente a vida de quem se rende e passa a frequentar uma igreja evangélica. O que eles interpretam como bem-estar informal para nós é libertação. Não se trata de momentos felizes, mas de plena felicidade para essa vida e para a vida eterna que é nosso principal objetivo.

Quando Juliano Spyer comenta que o presidente Bolsonaro se aproximou dos evangélicos de forma oportunista, se engana, mesmo porque a ligação dele com os evangélicos vem de longa data. Inclusive, sua esposa, a primeira-dama Michelle é evangélica.

Mas enfim, o livro traz uma visão empírica do que nós evangélicos representamos para o desenvolvimento pacificador na sociedade brasileira, onde Deus habita no cotidiano da Nação.

Finalizo agradecendo a Deus por colocar pessoas em todas as camadas sociais que comprovem o valor da Palavra de Deus em nossas vidas. Que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais a todos cristãos.

Marco Feliciano é pastor, deputado federal por São Paulo e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento.
* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.
Siga-nos nas nossas redes!
WhatsApp
Entre e receba as notícias do dia
Entrar no Grupo
Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo
O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.