Mais semelhanças do que diferenças

A percepção de bilhões de cristãos católicos e protestantes agora enxerga que a distância entre as duas tradições está menor do ponto de vista teológico

Marco Feliciano - 22/09/2017 12h17

Mais semelhanças do que diferenças / Foto: Pixabay

Alô, amigos! Eu, Pastor Marco Feliciano, Deputado Federal por São Paulo, tenho a honra de, a partir de hoje, participar semanalmente do portal Pleno.News.

Em meio a tantas notícias ruins que vemos circular no meio religioso e político, com contendas até entre irmãos, trago uma boa notícia.

Em comemoração aos 500 anos da Reforma Protestante, o Instituto Pen Research Center — especializado em estudos sobre religião, elaborou uma pesquisa sobre o tema da Reforma e, em seu relatório, apontou que a maioria dos cristãos, hoje, enxerga mais semelhanças do que diferenças entre as duas principais tradições religiosas oriundas do ministério de Jesus.

A percepção de bilhões de cristãos católicos e protestantes agora enxerga que a distância entre as duas tradições está menor do ponto de vista teológico.

As diferenças teológicas que dividiram o Cristianismo no ano de 1500 diminuíram tanto que poderiam chocar cristãos dos séculos passados”, resumiu o relatório da pesquisa, que analisou a percepção dos fiéis na Europa Ocidental.

A Reforma Protestante foi um movimento iniciado no século XVI pelo monge Martinho Lutero; em 31 de outubro de 1517, ele divulgou as 95 teses, afixando-as na porta da Igreja de Wittengerg, dando início à ruptura com a Igreja Católica. Foi a maior cisão do Cristianismo de toda a história. Porém, ao longo de cinco séculos, dizem os pesquisadores, grande parte das feridas entre as duas tradições está cicatrizada.

No levantamento, os pesquisadores descobriram que 58% dos evangélicos e 50% dos católicos na Europa Ocidental dizem que as duas religiões apresentam mais semelhanças do que diferenças, e, em oposição a esse pensamento, apenas 26% e 34% respectivamente, acreditam que as diferenças superam os pontos de convergência.

Grande parte dessa reaproximação, diz o estudo, se deve à mudança que a Igreja Católica vem realizando em suas doutrinas dogmáticas. E a questão-chave apontada é que a salvação pela fé passou a ser vista de maneira mais clara pelos católicos, com os evangélicos compreendendo que é necessário testificar essa fé através de boas obras.

Só vejo um caminho para a humanidade nas próximas décadas: não o ecumenismo, como alguns irmãos temem da supremacia de uma religião cristã sobre a outra, mas sim um avanço conjunto na Europa, que está se “descristianizando” aceleradamente do pós-guerra para os nossos dias, onde devemos reacender a mensagem de Cristo.

Em países tradicionalmente cristãos, que foram evangelizados a custo de muitas vidas, agora se faz o caminho inverso espontaneamente. Hoje na França e na Inglaterra se registram mais crianças com nomes islâmicos do que com os tradicionais, enquanto cristãos se declaram sem religião, parece que num modismo que em pouco tempo se mostrará irreversível, pois templos estão sendo vendidos para várias finalidades, como teatros e mercados.

Mas ainda vejo uma luz, que é Jesus, e sua promessa de que a sua Igreja jamais tombará. Mas Ele nos deu poder e coragem para levar essa chama, que é o Evangelho, a toda a terra, bem como ensinou que devemos cumprir a nossa parte, que é carregar cada um a sua cruz.

Nosso trabalho no Congresso Nacional é de “formiguinha”; todos os dias num grande esforço para conter as forças que pregam um ateísmo de Estado, abrindo as portas do país para tudo que for contra a tradição Judaico-Cristã. A diplomacia brasileira na UNESCO votou até pela resolução que nega a presença histórica dos judeus em Jerusalém, e reconheceu o grupo terrorista Hamas da Palestina como um Estado e doou 16 mil metros quadrados de área nobre em Brasília para a construção de uma embaixada sem país, pois a comunidade internacional não reconhece a Palestina como um estado soberano, um lamentável equívoco.

Todos os líderes cristãos do mundo, e especificamente do Brasil, devem sair da “zona de conforto” e ensejar todos os esforços possíveis, a fim de mobilizar a Igreja para os desafios do século XXI.

Meus irmãos, essas notícias vêm em boa hora. Neste mundo em que se tenta implantar a globalização, e com recursos infinitamente grandes, oriundos da receita do petróleo, a sociedade assiste quase que indiferente ao avanço da religião islâmica, inclusive no Brasil. O Islamismo apresenta duas cartas de fé, o “Alcorão” (que trás os ensinamentos e tem até uma similaridade com outras doutrinas religiosas) que tem de ser acompanhado da “Sharia” (uma cartilha de comportamento, pela qual quem não professa sua fé é considerado “infiel” e tem de ser exterminado).

Estejamos vigilantes tal qual “atalaia” nas muralhas da fé! E no cuidado com nossos jovens, que estão sendo alvo de interesse de religiões não cristãs, a fim de engrossar suas fileiras, num país como o nosso de maioria cristã, terra fértil para promessas de uma vida fácil com predominância do homem sobre a mulher.


Marco Feliciano é pastor, foi reeleito Deputado Federal por São Paulo com quase 400 mil votos e preside a Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento.