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Gulliver e as semelhanças com os nobres membros

"Quem mexe com quem está quieto se machuca"

Marco Feliciano - 13/05/2021 11h20

Entre algumas histórias sobre o navegador genovês Lemuel Gulliver, cirurgião que viajou a diversos países remotos do mundo capitaneando vários navios, uma chama a atenção: aquela sobre ele ter naufragado e chegado a uma praia exausto, onde foi aprisionado por minúsculos homens de 15 centímetros de altura, habitantes de uma ilha fictícia de nome Lilliput, vizinha da ilha de Blefuscu.

Com promessa de bom comportamento, foi colocado em liberdade pelos homenzinhos e, em seguida, convidado a residir na ilha. A princípio, os habitantes da ilha se mostram hospitaleiros com Gulliver. Mas, depois, tiveram o receio da ameaça que o tamanho de Gulliver representava para eles e mostraram-se um povo que adora exibições de autoridade e poder, bem como promover enormes discussões por motivos banais.

Num episódio não publicado até agora, Gulliver, com a sua enorme estatura em relação aos nativos, foi convidado pelo rei a assistir a uma audiência da Corte Constitucional que julgava atos do soberano em relação ao combate a uma epidemia de sarna que grassava no reino.

Foi formada, então, uma comissão de nobres membros para conduzir um Inquérito Insular de Investigação, presidida por um nobre que já governou uma província da ilha e teve sua esposa e seus dois irmãos envolvidos em sérias enrascadas. Já a relatoria da comissão foi entregue a outro nobre muito conhecido e com um passado eivado por dezenas de acusações, em julgamento na Corte Judicial do reino. E outro membro da Corte, conhecido como “membro DPVAT”, foi acionado pela Corte de Justiça do Reino para prejudicar os pequeninos.

As discussões ali não passavam de repetitivas aleivosias. Mas, como nem tudo estava perdido no Reino de Lilliput, uma plêiade de defensores do rei se levantou e fez com que os pequeninos se tornassem ainda menores perante toda a população, fazendo o tiro sair pela culatra, e o prestígio do governante se solidificar ainda mais.

Moral da história: a regra é clara. Quem mexe com quem está quieto se machuca. Eles perderam uma grande chance de mostrarem-se inteligentes ficando calados.

Finalizo explicando que, com o que está aí, na política, só satirizando e agradecendo a Deus por nos manter unidos em um grande ideal de paz e de democracia.

Que Deus derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todos os grandes brasileiros que somos!

Marco Feliciano é pastor e está em seu terceiro mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.

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