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Existem pessoas que insistem em um protagonismo para o qual não possuem competência

Lucas Furtado pediu ao TCU que afaste o presidente Jair Bolsonaro das funções administrativas

Marco Feliciano - 22/03/2021 12h55

Lucas Furtado pediu ao TCU que afaste o presidente Jair Bolsonaro das funções administrativas

Desde os primórdios da civilização, o conjunto social é composto por extratos, cada qual com a sua função e com o seu lugar específico. Se assim não fosse, teríamos de imitar os animais, as contendas seriam resolvidas com lutas ferozes, e venceria o mais forte fisicamente no momento. O resultado seria desastroso, pois as arestas permaneceriam, e o conjunto social jamais teria longevidade.

Na sociedade civilizada, cada qual reconhece o seu espaço e as suas atribuições. No entanto, existem pessoas que insistem em ensaiar um protagonismo para o qual não possuem competência. Esse é o caso do subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Lucas Furtado, que pediu ao TCU que afaste o presidente Jair Bolsonaro das funções administrativas e hierárquicas sobre os ministérios da Saúde, da Economia e da Casa Civil.

Lucas Furtado também deseja que o TCU reconheça a “legitimidade, a competência administrativa e a autoridade” do vice-presidente Hamilton Mourão para nomear as autoridades responsáveis pelos ministérios.

Em sua petição, o subprocurador toma lado e diz que a luta incansável dos estados e municípios não tem sido suficiente e que é preciso uma atuação central que não vá de desencontro às orientações dos organismos internacionais de saúde. Acha o procurador que o presidente é subordinado à OMS?

Furtado cita anseios da população baseadas em pesquisa do Datafolha, que mostra que 56% dos brasileiros enxergam o presidente como uma liderança incapaz. Contido, há quem diga que é mais fácil acreditar em cegonha do que no Datafolha!

Tamanha desídia só pode ter fulcro na certeza da impunidade que grassa em nossos tribunais, nos quais alguns passam com um rolo compressor em cima de honras e da legitimidade conseguida nas urnas pelo voto popular de milhões de brasileiros que se veem usurpados de seu direito de escolha daquele que bem lhe aprouver. Isso sem a necessidade da confirmação de agentes públicos de escalão bem abaixo, no teatro administrativo da nação.

Espero que a cúpula do Ministério Público Federal (órgão que presta relevantes serviços em defesa da sociedade e pelo qual luto no Congresso para que mantenha a sua relevância), se for o caso, após minuciosa análise, dê uma resposta à sociedade sobre esse protagonismo indevido de um de seus membros.

Finalizo pedindo a Deus que ilumine o caminho de quem exerce cargos importantes (para que use de parcimônia, a fim de ser exemplo para a sociedade nesses momentos de pandemia) e que fiquemos livres de pandemônio!

Que Deus derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todo povo brasileiro!

Marco Feliciano é pastor e está em seu terceiro mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.

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