E agora, José?
Toda nação ficou na expectativa da "bomba" que prometia abalar as estruturas da República
Marco Feliciano - 06/05/2020 12h00

Alô, irmãos e amigos que me dão a honra de me acompanharem no Pleno.News. Me permitam começar essa prosa com um trecho do poema “E agora, José”, de Carlos Drummond de Andrade.
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
Essa é uma poesia de 1942 e se torna atual com a oitiva do ex-ministro Sergio Moro no último sábado. Ele esteve na Polícia Federal para apresentar as provas que alegava possuir contra o presidente Jair Bolsonaro. Toda nação ficou na expectativa da “bomba” que prometia abalar as estruturas da República, mas para decepção de uma claque esquerdopata, o que se ouviu foi um traque de salão que, de seu rastilho, exalou um cheiro fétido de enxofre, tal qual se diz das profundezas.
O procurador-geral da República, Augusto Aras, vislumbrando que a quem acusa se deve o ônus da prova, pediu que no caso das acusações não serem provadas, se investigue a denunciação caluniosa e agregados. Com rara habilidade intelectual, Aras sabe que sem provas, existem os crimes de difamação, injúria, calúnia e o mais grave, denunciação caluniosa.
Diversos juristas que tiveram acesso ao resultado da 8h de oitiva, e muitas pizzas no caminho, foram unânimes em desconstruir a narrativa do ex-ministro. Não vislumbrando nenhum ato criminoso por parte do chefe da nação. Podendo assim ombrear o Sr. Sergio Moro a figuras exponenciais da história como Judas Escariotes e Joaquim Silvério dos Reis. Alguns mais antigos podem lembrar do adágio de que o feitiço virou contra o feiticeiro.
A Bíblia ensina que é mais fácil alcançar um mentiroso do que um coxo, portanto constatamos a verdade bíblica, a mentira não durou mais que horas.
Finalizo pedindo a Deus que recoloque Sergio Moro nos caminhos da sensatez, pois devemos muito a ele pelo seu passado na Lava Jato. O então juiz está no panteão de Heróis da Pátria e a nós causa tristeza essa sua mudança de rumo. Que Deus derrame em sua vida as mais escolhidas bênçãos celestiais.
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Marco Feliciano é pastor evangélico e vice-líder do governo Bolsonaro no Congresso Nacional. |