Coluna Marco Feliciano: A americana Boeing e a brasileira Embraer

A nossa Embraer se iguala às melhores empresas do mundo, e tem parcela significativa no mercado mundial de aeronaves regionais

Marco Feliciano - 09/02/2018 08h15

Prezados amigos do Pleno.News, venho conversar com vocês, neste momento de turbulência na economia mundial, com as bolsas de valores do mundo inteiro acompanhando a de Nova Iorque em acentuada baixa; isto incluindo as bolsas brasileiras.

Digo isso, porque acompanho atentamente o interesse da empresa aeronáutica americana Boeing em se associar a brasileira Embraer, para juntas se habilitarem ao comércio de aeronaves médias de grande uso na aviação regional. Esse é um segmento em expansão, no qual o Brasil se destacou com produtos de qualidade e avanço tecnológico digno de estar entre os melhores do mundo.

Ao preparar este texto e formar opinião, li um artigo da Folha de São Paulo, na coluna Tendências/Debates, de 5 de fevereiro, assinado pela deputada gaúcha Manoela Dávila com o título: Boeing, Bombardier e o Brasil.

No texto, a parlamentar do PCdoB, que pretende concorrer à Presidência da República, faz críticas ao governo brasileiro e o acusa de desindustrialização do país. Mas a autora se esquece de citar os governos petistas que deixaram esse legado de crises econômicas gigantescas, e compara a atuação dos governos americano, canadense e britânico em defesa de seus interesses.

Ao ler o texto da deputada ficou mais fácil, para mim, a análise. Assim, é só explorar seu raciocínio, inverter o resultado, e bingo!

Como podemos igualar os desiguais, tecnicamente a nossa Embraer se iguala às melhores empresas no mundo, e tem parcela significativa do mercado mundial de aeronaves regionais. No caso de uma união com a Boeing serão mantidos os empregos de alto nível técnico com funcionários patrícios, impostos serão aqui recolhidos, e continuamos com a parceria no fornecimento de turbinas e instrumentos sofisticados de navegação, tecnologia que ainda não dominamos. Logo, penso que a fusão trará benefícios.

O que quero dizer é que, a meu ver, críticas devem vir acompanhadas de soluções alternativas, o contrário entendo como populismo inconsequente. Para se habilitar a ser candidato à Presidência da República o postulante deve direcionar suas forças em projetos propositivos de interesse nacional, levando em conta nossas tradições de meritocracia e livre mercado. Pois, se constata que o bolivarianismo não se coaduna com o que hoje o povo espera de seus governantes. Também é necessário que o candidato seja coerente com suas convicções e seja claro em suas intenções, se totalitárias ou liberais, tirando a máscara carnavalesca pré-eleitoral.

Finalizo pedindo a Deus que livre o povo brasileiro de libertários, comunistas, castristas, chavistas, e derrame escolhidas bênçãos celestiais a todos brasileiros.

Marco Feliciano é pastor, foi reeleito Deputado Federal por São Paulo com quase 400 mil votos e preside a Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento.