As lições que temos a aprender com a greve dos caminhoneiros

Dia e noite esses trabalhadores atravessam as estradas de Norte a Sul, e suas reivindicações são justas

Marco Feliciano - 01/06/2018 17h19

Alô, amigos, alô, irmãos, que me dão o prazer de sua companhia aqui neste espaço no Pleno.News. Hoje quero comentar a greve dos caminhoneiros que parou o país por alguns dias e, felizmente, acabou de forma pacífica.

Mas, mesmo assim, temos a lamentar a morte violenta do caminhoneiro José Batistela, de 70 anos, em Rondônia, que foi atacado a pedradas por pseudocaminhoneiros, num caso pontual destoante das situações vividas durante a paralisação.

Quase 70% de tudo que é produzido, em nosso país, é transportado por caminhões; o que nos faz dependentes do trabalho dessa valorosa categoria profissional. Dia e noite esses trabalhadores atravessam as estradas de Norte a Sul, e suas reivindicações são justas. Elas foram atendidas pelo Governo, proporcionando assim à volta ao pleno trabalho, normalizando o problema do abastecimento.

De tudo isso, vale a lição de que movimentos classistas pacíficos correm o risco de serem infiltrados pelos velhos sindicalistas de esquerda, partidários do quanto pior melhor, tendo sido isso exatamente o que aconteceu.

Caminhoneiros encerraram a greve na noite desta quinta-feira (31) Foto: Agência Brasil/Tomaz Silva

Após longas negociações realizadas por representantes legítimos dos caminhoneiros com o Governo e quando tudo parecia resolvido para o fim da greve, eis que baderneiros infiltrados no movimento tentaram reverter o quadro das negociações pacíficas. O objetivo era que a categoria partisse para a violência, mas os baderneiros foram rechaçados pelos próprios caminhoneiros que solicitaram auxílio das forças policiais para voltarem para suas casas e atividades.

Ou seja, pessoas mal-intencionadas tentaram influenciar a permanência do movimento grevista, para que se instalasse o caos completo, tal qual acontece na Venezuela e Nicarágua. Essas pessoas agiram rezando pela cartilha do Foro de São Paulo, pois perceberam que, pelas urnas, serão alijadas da vida política de nosso país.

Parabenizo as autoridades constituídas pela condução das negociações com os representantes dos caminhoneiros e a parcimônia com que agiu em campo, sem repressão, apenas com o rigor da lei. E pela boa condução de tudo, no campo das ideias, para a normalização das atividades com a volta ao trabalho.

Finalizo pedindo a Deus que derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais a todos os caminhoneiros do Brasil.

Marco Feliciano é pastor, foi reeleito Deputado Federal por São Paulo com quase 400 mil votos e preside a Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento.