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A preocupante prisão de Roberto Jefferson por emitir opiniões

Quando um membro do Supremo é contestado pela maioria, é sinal de que algo está fugindo ao controle

Marco Feliciano - 13/08/2021 13h46

Roberto Jefferson Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

O Brasil acordou nesta manhã com a notícia da prisão do ex-deputado e presidente do PTB Roberto Jefferson. Isso é algo preocupante, pois o motivo da prisão dele foi a exposição de suas opiniões, algumas contundentes.

Lembramos, porém, que, no “calor” dos fatos, as opiniões de alguns grupos políticos podem divergir, mas, por si mesmas, elas não oferecem ameaças à ordem instituída. E um líder político como o ex-deputado Roberto Jefferson tem o dever cívico de não omitir seu posicionamento político a respeito dos fatos que grassam pela nação. Política é isso: a arte do contraditório.

Represento um segmento da sociedade que defende valores como a família e a educação infantil com princípios cristãos de respeito a professores, autoridades e mais velhos. E, por sermos ferrenhos defensores desses valores e princípios, sofremos perseguição, ameaças, calúnias e difamações. Mas sabemos que o homem público está sujeito a críticas e devemos confrontá-las apenas no âmbito das ideias, usando de persuasão.

Contudo, quando uma reação é inversamente desproporcional à ação, isto é um sinal de uso indevido de força. Assim, o legal e o moral se confundem, causando instabilidade na sociedade, a qual tem de ser embasada por leis e mecanismos previsíveis e com uma jurisprudência mansa e pacífica – nunca com exceções que, aí sim, colocam em risco a democracia plena, como a que defendemos, sem influências totalitárias, onde a força se sobrepõe à razão.

Ministros da Suprema Corte, em todo o mundo civilizado, são pessoas discretas, que só falam nos autos e não perseguem protagonismo midiático, pois a liturgia dos seus cargos assim os obrigam. Então, quando um membro da Suprema Corte é contestado, em suas manifestações funcionais, pela maioria dos juristas de escolas do país, isto é um sinal de que algo está fugindo ao controle.

Além disso, quem recebe a nobre missão de proteger a Carta Magna do país deve imbuir-se da nobreza de seu cargo e acautelar-se em relação a pressões por parte de quem os indicou, bem como traçar uma linha divisória entre a gratidão e a magnitude de suas responsabilidades.

Finalizo pedindo a Deus que ilumine as autoridades de nosso país para que não extrapolem as linhas que separam o bem e o mal.

Que Deus derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais sobre todos cidadãos de bem desse país!

Marco Feliciano é pastor e está em seu terceiro mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.

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