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A perseguição religiosa tem sido muito forte

O TSE tenta emplacar um novo tipo penal eleitoral, o crime de abuso religioso

Marco Feliciano - 03/07/2020 17h28


Aceitei o desafio político há 12 anos

Pode o crente atuar na política? Essa foi uma questão que me atormentou muito tempo durante meu ministério eclesiástico. Isso até eu começar a perceber que vários políticos se aproveitavam do distanciamento dos cristãos da política ativa e visitavam as igrejas em épocas de eleição. Eles prometiam defender nossos interesses nos costumes cristãos combatendo o aborto, as drogas, a pedofilia e até a ainda dissimulada ideologia de gênero.

Os líderes evangélicos e porque não dizer católicos também, perceberam as verdadeiras intenções desses cristãos bissextos. Ao se elegerem, eles esqueciam de seus compromissos conosco. Então, os líderes decidiram eleger políticos de dentro da igreja, que no dia a dia provavam sua coerência na fé.

Há 12 anos, líderes cristãos me convocaram a dar minha parcela de colaboração nessa peleja política. Após orar muito pedindo por um caminho, resolvi aceitar o desafio e deixei aos cuidados de Deus. Confirmando a promessa fui eleito deputado federal, em 2010, com quase 200 mil votos. A candidatura foi completamente sem recursos, mas com o povo de Deus a meu lado.

Em 2013 fui eleito pelos meus pares como presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. Fui vítima de um massacre por parte dos comunistas, ateus e defensores do aborto, das drogas, da ideologia de gênero e muitos outros monstros a ameaçar nossas famílias. Conseguimos virar a pauta e até hoje somos vencedores de inúmeras batalhas, mas a guerra continua.

Hoje no Congresso Nacional temos a maior bancada evangélica de todos os tempos, mas o perigo sempre está à espreita. Agora, o Tribunal Superior Eleitoral através do Exmo. Sr. ministro Edson Fachin tenta emplacar um novo tipo penal eleitoral, o crime de abuso religioso.

O debate foi levantado pelo ministro Edson Fachin Foto: Agência Brasil/José Cruz

Em obediência às normas eleitorais vigentes, nós políticos evangélicos já temos o zelo de nunca pedir votos nos púlpitos das igrejas. Existem nichos sociais que elegem seus representantes através das associações de classe, como por exemplo os pecuaristas, produtores agrícolas, funcionários públicos e operários. Todos usando de suas tribunas em reuniões de trabalho com a finalidade de aglutinar interesses, mas nunca vimos intenção de criar tipos criminais específicos, o que mantém a pluralidade de ideias e consequentemente a força da verdadeira democracia.

Conclamo a todos para unirem forças contra essa verdadeira perseguição religiosa. Uma perseguição digna das piores ditaduras comunistas e nunca registrada nas democracias ocidentais. Aproveito para avisar, deixem a Igreja em paz, não oferecemos risco algum e só pregamos o Evangelho do amor do qual não nos envergonhamos.

Finalizo pedindo a Deus que continue olhando pela sua Igreja e que o mal nunca prevaleça sobre ela. Que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais a todos.

Marco Feliciano é pastor evangélico e vice-líder do governo Bolsonaro no Congresso Nacional.
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