A importância da China

A China sempre foi chamada de gigante adormecido; mas hoje esse gigante despertou

Marco Feliciano - 07/11/2017 17h33

A China avança economicamente em nosso país, adquirindo grandes empresas estatais colocadas a leilão Foto: Beto Barata/PR

Hoje vamos abordar um assunto que é afeito a todo o mundo, mas parece que não lhe foi dado a devida importância: o 19º Congresso do Partido Comunista Chinês (PCC), que aconteceu em outubro.

A primeira vista percebemos, pela reação da grande imprensa, que não se credita a importância que a China representa no contexto mundial. A China avança com altos investimentos na África e América Latina; hoje ela é a maior credora dos Estados Unidos, e a segunda economia global; perdendo apenas para os americanos.

A cada cinco anos é realizado o PCC, no qual são escolhidos novos membros do Comitê Permanente do Politburo, ou seja, os mais altos membros do partido; e os integrantes substituídos são aposentados compulsoriamente.

O que mudou a rotina, dessa vez, foi o maior controle do poder pelo atual líder chinês XI Jinping, de 64 anos, que emplacou entre os sete líderes máximos do partido três que são próximos a ele. Também não foi anunciado, como de costume, seu provável sucessor daqui a cinco anos. O que se especula é que o atual líder se manterá por mais um período.

Outro fator que indica o fortalecimento de Xi Jinping é o fato de seus pensamentos políticos terem sido inseridos na Constituição do país; láurea reservada a apenas dois líderes chineses: o próprio Mao Tsé Tung e o reformador Deng Xiaoping,que introduziu a incipiente economia de mercado, num país comunista governado com mão de ferro.

A China sempre foi chamada de gigante adormecido; mas hoje esse gigante despertou e preocupa o mundo, pois politicamente mede forças com a maior potência: os Estados Unidos. E, através de seu títere, a Coreia do Norte, economicamente avança em todas as direções; inclusive em nosso país, adquirindo grandes empresas estatais colocadas a leilão investindo mais de 60 bilhões de reais. Exemplo é a compra da CPFL Energia por 4,5 bilhões de dólares.

O fato é que o mundo terá de se acostumar com essa mudança geográfica e cultural das adaptações econômicas. Sugiro que estudemos a biografia de Xi Jinping e sua administração, pois ela terá forte influência pelas próximas décadas.

Hoje muitas empresas estão interessadas que seus funcionários aprendam o mandarim, o idioma o mais falado na China; já antevendo maiores relações comerciais no futuro com esse enorme mercado asiático.

 

Marco Feliciano é pastor, foi reeleito Deputado Federal por São Paulo com quase 400 mil votos e preside a Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento.