A descubanização de Cuba

Por 60 anos, a ilha de Fidel tem vivido um marasmo político e social ditado pelo Comunismo

Marco Feliciano - 27/07/2018 12h00

Alô, amigos, alô, irmãos que me acompanham no Pleno.News! O título que escolhi para o texto de hoje parece paradoxal, mas é proposital. Notícias vindas do Caribe nos dão conta de que, finalmente, na ilha de Fidel, os ventos de mudanças estão soprando com novidades.

Durante 60 anos, Cuba tem vivido em um marasmo político e social tremendo, com um desperdício de duas gerações jogadas na lata do lixo da história. São famílias vivendo em casarões coletivizados. Gente espremida dividindo apenas um cômodo, passando por um racionamento de alimentos que beira a fome absoluta. Há deterioração urbana com edifícios históricos caindo aos pedaços. A frota de veículos das décadas de 50 e 60 ainda rodam de forma milagrosa, graças a engenhosidade do bravo povo cubano. Pelas ruas de Havana, a saúde, que nossos esquerdistas apregoam como se fosse a Oitava Maravilha do Mundo, é testemunhada pelo povo que diz que é preferível permanecer doente em casa com só uma enfermidade do que se internar em um hospital de Cuba e adquirir varias infecções hospitalares.

No último domingo, a Assembleia Nacional aprovou o projeto de uma nova Constituição em que será suprimido o termo “objetivo final de edificar a sociedade comunista “, eliminando qualquer referência ao Comunismo. E reconhecerá também “o papel do mercado” e a propriedade privada .

Sabemos que para Cuba retomar os caminhos democráticos, ainda terá de demover entraves octogenários em sua política, como o Comandante Raul, último remanescente do clã Castro. Mas a aprovação do projeto já é um avanço em uma ditadura sanguinária que parecia eternizar-se no poder. Mas, é como fruta podre na árvore. Basta balançar que cai. Exemplos como este não faltam: o declínio da União Soviética e o “fechamento das torneiras” de onde vinha o dinheiro para financiar a revolução. E ainda a abertura ao livre mercado na China e o colapso financeiro da Venezuela, as revoltas na Nicarágua e na Bolívia. Todo este cenário colocou em xeque a manutenção de um regime opressor, fora da realidade da Internet, onde nada se esconde por muito tempo.

Espero que essas notícias cheguem aos esquerdistas brasileiros que ainda sonham com a volta ao poder. Anunciam um controle da Imprensa e ameaçam o Poder Judiciário e o Ministério Público em um desvario de ideias bolivarianas do famigerado Foro de São Paulo.

Finalizo pedindo a Deus que complete a liberdade do pacífico povo de Cuba. E derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais ao povo cristão daquele país.

Marco Feliciano é pastor, foi reeleito Deputado Federal por São Paulo com quase 400 mil votos e preside a Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento.