A decisão que abriu portas para criminosos, corruptos, assassinos e estupradores

Os ministros do STF demonstraram insensibilidade aos anseios da nação

Marco Feliciano - 08/11/2019 19h22

Presidente do STF, ministro Dias Toffoli concede entrevista coletiva após a sessão plenária Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF

Alô irmãos e amigos que me dão a honra de me acompanharem no Pleno.News. Gostaria de poder abordar qualquer outro assunto, mas hoje as circunstâncias me obrigam a focar na decisão do STF em derrubar o entendimento do próprio Supremo, que desde 2016 autorizava prisão após condenação em segunda instância.

A decisão abriu as portas para que milhares de criminosos, corruptos, assassinos e estupradores que mesmo condenados por um colegiado em segunda instância continuem em liberdade. Impetrando assim os intermináveis recursos judiciais, numa imensa chicana jurídica até a prescrição, o que também joga uma pá de cal na exitosa operação Lava Jato.

Nossos eminentes ministros do STF demonstraram insensibilidade aos anseios de toda uma nação por uma Justiça célere. Uma Justiça que cesse a sensação de impunidade que assola um povo que agora cada vez mais se tranca dentro de suas casas enquanto bandidos circulam com fuzis e metralhadoras num acinte às autoridades constituídas.

O ministro Dias Toffoli, último a anunciar seu voto, que decidiu e desempatou a votação, deu uma declaração no mínimo contraditória. Ele disse que o Congresso pode votar uma PEC que regule a questão implementando a prisão após o julgamento em segunda instância, o que demonstra que a seu ver não contradiz cláusula pétrea. Portanto, poderia ter poupado todo um país de tantos riscos e evitado macular sua biografia.

Farei tudo que estiver ao meu alcance para que essa PEC da prisão em segunda instância seja aprovada no Congresso Nacional, restituindo a quem é de direito a decisão final de imprimir ao país uma legislação que puna quem infrinja a lei, independente de sua condição financeira.

Finalizo pedindo a Deus que continue a proteger nossa nação dos oportunistas. Eles, em pagamento a quem os nomeou para altos cargos, viram as costas para todos os que confiam nas instituições republicanas. Peço ainda que o Senhor derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais a todo povo brasileiro.

Marco Feliciano é pastor, deputado federal por São Paulo e preside a Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento.

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