A decisão do STF atinge mortalmente a tradicional liberdade religiosa

Foi uma autêntica usurpação da função de legislar

Marco Feliciano - 14/06/2019 17h52

Alô, irmãos e amigos que me dão a honra da companhia no Pleno.News. É com enorme pesar que comunico a decisão do STF que atinge mortalmente a tradicional liberdade religiosa em nosso país. Ele decidiram por comparar a homofobia com crime de racismo, um verdadeiro absurdo. Foi numa autêntica usurpação da função de legislar, exclusiva do Congresso Nacional numa alegação esdrúxula de que o legislativo demora a decidir sobre o assunto.

No relatório do ministro Celso de Mello está explícito que se trata de decisão provisória até que o Congresso crie lei específica. Lutaremos com todas nossas forças para criar uma lei que corrija essa desgraça que hoje atinge nossa cara liberdade religiosa.

Quando o texto prevê e tenta amparar a liberdade religiosa, em resposta a indignação que toma conta dos cristãos desse país, usa um parágrafo dúbio “é assegurado o direito de pregar e de divulgar, livremente, pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, (…) desde que tais manifestações não configurem discurso de ódio”. Esse tal “discurso de ódio” é tão vago que nós cristão estaremos constantemente com uma espada de Dâmocles sobre nossas cabeças. Submissos ao fígado de autoridades que decidirão o que seja discurso de ódio num país continental onde as disparidades de interpretação atingirá de morte nossos púlpitos.

No final inventam um conceito absurdo, de que ,“o racismo, compreendido em sua dimensão social, projeta-se para além de aspectos estritamente biológicos (…) e por não pertencerem ao
estamento que detém posição de hegemonia em uma dada estrutura social, são considerados estranhos e diferentes”.

Esse último parágrafo é a verdadeira reinvenção da pólvora pois partindo desse conceito pode ser comparado ao racismo, qualquer diferença de opiniões entre o tecido social abre caminho para uma autêntica caça aos religiosos desse país que usam termos autênticos da Palavra de Deus contidas na Bíblia Sagrada que fora do contexto da fé poderão serem entendidos como discurso de ódio.

Finalizo pedindo a Deus que nos de a força de Davi para enfrentar esse Golias que tem cara feia mas não é imbatível. Que Ele derrame as mais escolhidas bênçãos celestiais a todos os pregadores do Evangelho do Senhor Jesus.

Marco Feliciano é pastor, foi reeleito Deputado Federal por São Paulo com quase 400 mil votos e preside a Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento.

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