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A caminhada dos evangélicos foi forjada através de perseguições!

Sofri ataques brutais quando fui indicado para presidir a Comissão dos Direitos Humanos e Minorias

Marco Feliciano - 03/12/2021 15h40

Presidente assina Decreto de Nomeação de André Mendonça para o STF Foto: Alan Santos/PR

Inicio minha fala citando as palavras do novo ministro do STF, o irmão em Cristo André Mendonça, após sua aprovação para Suprema Corte: “Um passo para um homem, um salto para os evangélicos”.

Essa importante frase é tão expressiva quanto a do astronauta norte-americano Neil Armstrong, ao pisar na Lua pela primeira vez, em 1969. Isto porque o esforço empreendido por nós, evangélicos, é imenso, uma vez que lutamos contra forças invisíveis que usam de todos os artifícios para tolher nossos avanços.

Foi assim, por exemplo, quando a Igreja Universal do Reino de Deus teve a “ousadia” de adquirir um canal de TV aberta entre as maiores redes de telecomunicações. Isto lhe rendeu tanta perseguição que se chegou ao disparate de se prender o bispo Edir Macedo, até que se provasse a sua inocência.

A caminhada dos evangélicos foi forjada através de muitas perseguições!

Outro exemplo é quando fui indicado para presidir a Comissão dos Direitos Humanos e Minorias, da Câmara dos Deputados. Os ataques brutais vieram de deputados esquerdistas que, há décadas, dominavam aquela comissão.

Num dos piores momentos, sentou-se ao meu lado, na Comissão, um ancião, já com seus 80 anos, e ex-deputado, que me disse ao ouvido: “Filho, estou contigo”. Era o bispo Manoel Ferreira, que agora, com quase 90 anos, demonstra ainda a mesma fibra de quem lidera milhões de crentes em todo o mundo. Ele também esteve presente no Senado, em apoio ao irmão André Mendonça.

Momentos assim são marcantes e foram lembrados pelo presidente Jair Bolsonaro em seu discurso de filiação ao Partido Liberal (PL).

Quando André Mendonça, um candidato “terrivelmente evangélico”, foi indicado para ser um ministro da Suprema Corte, a grita foi geral, como se ele fosse portador de doença infectocontagiosa.

A perseguição a este nome foi tão grande que a espera para ele ser submetido à apreciação da Comissão de Constituição e Justiça do Senado bateu recorde. A sabatina ficou parada por quatro longos meses na gaveta do senador David Alcolumbre. Em face disto, a Igreja se mobilizou em vigílias de orações – o que se mostrou algo acertado, pois, finalmente, alcançamos a vitória.

E completo: esta não foi uma vitória só do povo evangélico, mas de toda a nação, que terá um ministro do Supremo que tem temor a Deus, que carrega a Bíblia Sagrada para nortear a sua vida pessoal e que portará a Constituição Federal na sua lide profissional.

Finalizo agradecendo a Deus por ter ouvido as orações de um povo que batalha bravamente com os seus joelhos no chão e o seu pensamento nos céus.

E alerto os irmãos: muitas lutas ainda virão. Portanto, preparemos os nossos filhos nos estudos e na igreja, para que se tornem cidadãos destacados e tementes a Deus, e estejamos sempre unidos, para saborearmos o prazer da vitória, pois um reino dividido não subsiste.

Marco Feliciano é pastor e está em seu terceiro mandato consecutivo como deputado federal pelo Estado de São Paulo. Ele também é escritor, cantor e presidente da Assembleia de Deus Ministério Catedral do Avivamento.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.
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