A questão do sexo e as doenças envolvidas
Entre os mais jovens há uma falsa sensação de proteção pela confiança em quem acabou de se conhecer
Maine Skelton - 16/08/2017 09h45

Ainda é considerado tabu falar sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e o que poderia frear realmente sua incidência e aumento descomunal. Os métodos de prevenção são divulgados amplamente; todas as formas de comunicação e mídias diversas são acionadas em campanhas e apelos publicitários, mas o número de casos aumenta, principalmente entre os mais jovens.
Entre eles há uma falsa sensação de proteção pela confiança em quem acabou de se conhecer. Citando Maria Júlia Marques, repórter de Ciência e Saúde da UOL: “Para ter uma ideia, uma pesquisa do Ministério da Saúde mostrou que 9 em cada 10 jovens de 15 a 19 anos sabem que usar camisinha é o melhor jeito de evitar HIV, mas mesmo assim, 6 em cada 10 destes adolescentes não usaram preservativo em alguma relação sexual no último ano”. Isso foi escrito em 2012, e a mesma faixa etária continua apresentando o mesmo descaso.
Nossos jovens não deveriam ter seu futuro comprometido por doenças tão desagradáveis e prontas para ceifar seus melhores anos de vida. E como fazer se não nos ouvem? Prepará-los para a vida que enfrentarão exige comprometimento no relacionamento aberto e no diálogo franco. A Aids pode estar controlada, mas desconhecer seus riscos ainda não está. E, infelizmente, a contaminação pode ser silenciosa, sem que se perceba de imediato, quando essa falsa sensação de confiança rouba do indivíduo sua capacidade de reconhecer o risco.
O uso de preservativo pode parecer seguro, mas também inclui riscos sérios, como num caso recentemente exposto sobre a intencionalidade de um indivíduo em contaminar mulheres por meio do sexo casual.
Quando os estudiosos começaram a compreender a Aids e sua malignidade, observaram o que ainda é válido para todo o tempo: a abstinência ainda será considerada a melhor prevenção. O casamento se tornou um vínculo importante e sólido, compondo a ideia de que onde há compromisso de fato (aliança), existe respeito e prevenção claros.
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Maine Skelton é Professora Doutora de Endodontia e Teleodontologia na FOUSP. Mestre e Doutora em Endodontia pela FOUSP e Pós-doutora em Teleodontologia pela FMUSP. |













