Se você quer o Brasil livre da ditadura, buzine!
Reaja, Brasil! Enquanto ainda temos voz, enquanto ainda temos as ruas, é tempo de agir
Magno Malta - 25/07/2025 10h54

Desde a carta do presidente norte-americano Donald Trump ao Lula, algo mudou no ar. E não foi uma brisa leve, foi um vendaval político. Aquilo que antes era percebido apenas por nós, agora ecoa em escala global. A oposição sempre denunciou, sempre alertou… Mas agora, até uma superpotência resolveu lançar um olhar desconfiado para o Brasil. E isso, meus caros, não é pouca coisa.
A verdade é que transbordou. Tudo aquilo que o governo petista e o Supremo Tribunal Federal vêm fazendo escancarou-se ao mundo. Ficou evidente, inclusive para observadores externos, que o mal-estar institucional não era fruto da “direita raivosa” ou de teorias conspiratórias. Quando até os Estados Unidos se incomodam, é porque a tirania já extrapolou fronteiras e passou dos limites.
Diante disso, a reação do governo Lula foi previsível e patética: a construção de uma narrativa de soberania nacional, fabricada em laboratório, com verniz de patriotismo e cola de propaganda. Sim, essa mesma comunicação que parece inspirada em Josef Goebbels, o ministro da propaganda nazista. Ou então que levou a sério demais a máxima atribuída a ele: “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”.
Pois bem, aqui estamos nós, ouvindo que os americanos “estão metendo o bedelho”, como se o verdadeiro problema fosse o bilhete de Trump e não a erosão silenciosa da democracia brasileira.
É claro que sou a favor da soberania nacional, mas da soberania real, não dessa versão “tropical-picareta” que serve de cortina de fumaça para um governo irresponsável. Quero um Brasil soberano o suficiente para proteger seus idosos dos assaltos do INSS, enfrentar o narcotráfico com seriedade, gerar empregos sem quebrar empresas e manter a responsabilidade fiscal sem empurrar sobre o povo o preço da própria incompetência.
Enquanto Lula brinca de “Davi contra Golias”, tentando encarar os Estados Unidos numa espécie de fanfic revolucionária, vemos também Alexandre de Moraes transformar o Estado de Direito em espetáculo de autoritarismo. A tornozeleira eletrônica em um ex-presidente da República inocente é mais que uma humilhação. É um símbolo. Um alerta. Um recado: “Podemos tudo”.
E podem mesmo. Podem proibir um cidadão de falar, de usar redes sociais, de conceder entrevistas.
E sabem o que é pior? Parte da imprensa ainda se diz surpresa. Surpresa com o quê, exatamente? Com aquilo que todos sabíamos que viria? A censura é como um câncer: começa pelos cantos que ninguém vê e, quando notamos, já tomou o corpo inteiro.
Bolsonaro não é o único perseguido. Somos todos nós. Eu, você, qualquer um que tenha ousado discordar do plano de transformar o Brasil em uma ditadura. Perseguições políticas não têm ideologia; têm método. E essa metodologia é sempre a mesma: calar vozes, destruir reputações, silenciar a divergência sob o pretexto da ordem.
Ditaduras nunca chegam em tanques de guerra. Elas vêm vestidas de discursos bonitos, de decisões judiciais “para proteger a democracia”, de censura disfarçada de prudência. Quando percebemos, já não se pode orar/rezar, cantar, pensar ou criticar.
Como escreveu George Orwell:
Se a liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir.
E, neste exato momento, esse direito está sendo esmagado.
Não espere que Lula publique no Diário Oficial a instauração de uma ditadura. Não haverá plantão da Globo com fundo vermelho e música dramática. A ditadura já chegou: sorrindo, togada e sustentada por manchetes enviesadas.
Reaja, Brasil! Enquanto ainda temos voz, enquanto ainda temos as ruas, é tempo de agir. Os buzinaços de #ForaLula ou #ForaXandão, espalhados pelo país, já mostram que o povo não está satisfeito e muito menos calado. Mas isso é só o começo.
No dia 3 de agosto, as capitais brasileiras vão se levantar, com cidadãos tomando as ruas em uma grande manifestação. Não será um movimento contra um político, um partido ou um ministro isoladamente. Será contra um sistema inteiro, que já deixou claro do que é capaz. Porque não é só por Bolsonaro… É por todos nós.
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Magno Malta é senador da República. Foi eleito por duas vezes o melhor senador do Brasil. |
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