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Lulinha precisa ser investigado. CPMI já!

Assinei requerimento para a criação da CPMI; essa decisão não nasce de disputa política, mas de compromisso

Magno Malta - 27/08/2026 16h07

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha Foto: ALEX SILVA/ESTADÃO CONTEÚDO/AE

Eu assinei o requerimento para a criação da CPMI que pretende investigar a atuação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, em possíveis tratativas envolvendo interesses privados e o Governo Federal.

Essa decisão, porém, não nasce de uma disputa política, mas de um compromisso que considero indispensável na vida pública: ninguém pode estar acima da fiscalização.

Não importa o sobrenome, a posição ocupada ou a proximidade com quem detém o poder. Ao Congresso Nacional cabe exercer seu papel constitucional, acompanhar os fatos e buscar respostas em defesa do interesse público.

Nesse sentido, é importante deixar claro que uma CPMI não representa condenação antecipada. Ela é um instrumento de esclarecimento.

Quando surgem informações que levantam dúvidas sobre possíveis relações entre interesses empresariais e pessoas com acesso à estrutura do Estado, o dever do Congresso é investigar com seriedade, transparência e responsabilidade.

Diante desse cenário, o requerimento apresentado pelo senador Carlos Viana e pelos deputados Hélio Negão, Cabo Gilberto e Mário Frias aponta a necessidade de esclarecer tratativas relacionadas à comercialização e ao fornecimento de medicamentos à base de canabidiol.

O documento também menciona Roberta Moreira Luchsinger e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Por isso, alguns pontos precisam ser devidamente esclarecidos:

• Houve tentativa de usar relações pessoais ou influência junto ao Governo Federal para beneficiar interesses particulares?
• Existiram pagamentos, vantagens ou promessas de benefícios?
• Quais autoridades, órgãos ou servidores foram procurados?
• Que negociações foram realizadas?

Além disso, o requerimento também faz referência a uma minuta de contrato para fornecimento de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde. Conforme o próprio documento, a negociação não teria sido concluída.

Ainda assim, fatos que envolvem possíveis conexões entre empresas privadas e estruturas públicas precisam ser analisados, especialmente quando há dúvidas sobre a relação entre interesses particulares e o funcionamento do Estado.

Afinal, o Brasil não pode aceitar que relações pessoais, sobrenomes conhecidos ou proximidade com o poder criem privilégios ou dificultem a fiscalização.

Por essa razão, a população tem direito a respostas. O Congresso Nacional tem o dever de cumprir sua missão de fiscalizar.

Magno Malta é senador da República. Foi eleito por duas vezes o melhor senador do Brasil.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.

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