Leia também:
X Em 2026 Depois de Cristo, o TJPB tenta expulsar Deus da Casa do Povo

Oia o auê aí…

Que lindo mundo do Criador com a bela diversidade humana

Luiz Sayão - 06/02/2026 10h53

Clipe da Música Auê Foto: YouTube Marco Telles

Oia o auê aí, gente. Uiuiui.

E aí? Coletivo Candiero e o grande entrevero!

A maioria prefere um oui (francês), ou talvez um ja (alemão) e certamente um yeah (inglês). Mas o auê (festa ou tumulto) bagunçou o iê-iê-iê e revelou nosso pêndulo cultural-religioso, ou seja, nosso polarizado ioiô. Aiaiaiaiai.

Como diria o mineiro: “Uai, acende a fogueira iáiá e fala tudim”.

E se fossem pregar pros indígenas waiwai? E se o “trem” fosse com o japonês? Pode falar ohayô? Ou será que vai dar auê? Melhor saudar em tupi antigo com anawê (shalom)? Na dança das vogais não posso me esquecer dos meus amigos krahôs que dizem ahow (assim seja). Que YAH (יָהּ) a todos receba.

Que lindo mundo do Criador com a bela diversidade humana. Sonho com a festa de toda tribo, língua, povo e nação na grande redenção (Ap 5.9). Amo o povo de Deus. Agradeço ao Pai Celestial pelo Brasil e pela Igreja brasileira. É um grande desafio pra uma comunidade da fé tão nova lidar com o imenso caldeirão cultural, histórico e teológico. A gente chega lá.

Depois de conviver com tantas culturas no Brasil e de conhecer 65 países e estudar várias linguas, eu me lembro de minhas conversas com krahôs e xerentes ainda adolescente. E mais: de abrir a Bíblia em iorubá, do meu amigo nigeriano.

Lá vi “Deus” escrito “Olorun”; termo usado em contexto religioso de matriz africana. Como se pode falar do Evangelho sem citar o Deus Desconhecido (At 17)? Sem citar Zé (Yosef originalmente) e Maria (Miriam originalmente)?

Diante desse tohuvavohu (caos, em hebraico) só posso dizer oivavoi (hebraico/iídiche), isto é, aiaiai.

O curioso é que quando a arca de Deus é profanada por Uzá (2 Sm 6), quem conduzia o carro de boi era Aiô: E Aiô ia. Ia-ia-Aiô? (Velho McDonald?).

Essa dança das vogais é um oiê pra tolerância. Menos auê com Páscoa e Natal europeus, menos auê com ritmos e termos de origem africana e indígena. Minha oração é que artistas e cantores estudem mais Bíblia e Teologia pra afinar suas melodias. E teólogos e apologetas se aprofundem em cultura e antropologia.

Ah! Ouvi o canto do tuiuiú … falava de Buber … do Eu e o Tu. Dizia: “Eia … Povo de Yahweh … Brasil unido de Norte a Sul”.

Luiz Sayão é hebraísta, teólogo, linguista, tradutor bíblico e pastor da Igreja Batista Nações Unidas.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.
Siga-nos nas nossas redes!
WhatsApp
Entre e receba as notícias do dia
Entrar no Canal
Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo
O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.