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Opinião Leandro Sauerbronn: Sistema de Lubrificação – parte 1

O sistema de lubrificação de um carro é muito importante. Vamos aprender um pouco sobre isso?

Leandro Sauerbronn - 21/02/2018 08h15

O sistema de lubrificação do motor de um carro é de suma importância, pois utilizar o óleo errado, deixar passar do prazo de troca, usar menos ou mais do que o recomendado pode ser fatal para seu motor.

O óleo lubrificante tem como função primária a lubrificação entre parte móveis metálicas, para com isso diminuir o atrito ao mínimo possível. Com o passar do tempo, o óleo foi evoluindo de um produto derivado do petróleo para um blend de componentes químicos avançados.

O uso do óleo mineral começou com as primeiras civilizações. Ele era usado inicialmente para fins medicinais, só depois passou a ser utilizado para a lubrificação. Ele era chamado de óleo de pedra, óleo mineral ou óleo de nafta. No século 16, o uso dos óleos minerais foi intensificado; mas foi consolidado mesmo durante o período da Revolução Industrial, principalmente nas grandes máquinas têxteis e nas locomotivas a vapor. Posteriormente, passou a ser usado nos motores à combustão que equipam também os veículos. Inicialmente eram óleos totalmente minerais, sem aditivos, depois com o passar do tempo e a evolução da mecânica com medidas cada vez mais precisas, foi necessário existir óleos com alguns aditivos.

Antes de entendermos como é feita a lubrificação, vamos entender alguns conceitos:

Viscosidade – Creio que você já deve ter visto o seu mecânico sujar os dedos com o óleo e dizer que o mesmo estava pouco viscoso… O que seria pouco viscoso? Viscosidade é uma característica que erroneamente está associada com a espessura do óleo. Na verdade, a viscosidade é o tempo que o óleo cai em um determinado curso em uma determinada temperatura. Tudo isso tem um padrão, e para sabermos como está a viscosidade do óleo precisamos de um aparelho chamado viscosímetro. E, lhe garanto que esse aparelho é caro. Esses testes são feitos em laboratórios, mas não se assuste, depois dessa série de matérias sobre lubrificação você ficará fera no assunto.

Voltando de novo no tempo, nos primórdios da industria automotiva os carros operavam com óleos monoviscosos, ou seja, só possuíam uma característica de viscosidade e isso tinha relação com as estações do ano. No verão, era necessário um óleo menos viscoso e, no inverno, um mais viscoso. Ou seja, quanto mais calor, tende a viscosidade diminuir e quanto mais frio, o inverso.

Então no inverno usava um tipo de óleo e no verão outro?

Exato! Por isso, os óleos de hoje possuem o indicativo SAE (Society of Automotive Engineers) com dois números. O primeiro, acompanhado com a letra “W”, por exemplo, SAE 5W30, (veja a tabela nas fotos de temperatura e recomendação SAE). Óleo monoviscosos não são acompanhados pela letra e possuem um número somente como SAE 90.

Aditivos – São componentes que, como o nome diz, são adicionados ao óleo para melhorar as características iniciais do mesmo, como anticorrosivos, antioxidantes, antiespumantes, aumentadores do índice de viscosidade entre outros.

Óleo Mineral x Óleo Semissintético x Óleo Sintético
Isso ainda deixa muitas dúvidas nos usuários, principalmente na ânsia de se querer economizar no lubrificante, justamente onde não se deve economizar.

Óleo de base mineral – São óleos que são feitos, principalmente, de petróleo. Podem ter ou não aditivos. Os carros mais antigos utilizavam óleos de base mineral e geralmente mais viscosos.

Óleo de base semissintética – São óleos que possuem base mineral e alguns aditivos sintéticos. Começaram a ser usados nos anos 90 e ainda hoje encontramos alguns veículos utilizando esse tipo de óleo.

Óleo de base sintética – São os óleos mais modernos com melhor eficiência. Possuem maior e melhor durabilidade do que os outros tipos; são mais caros por causa da tecnologia empregada na sua confecção.

Mas qual o óleo que devo usar no meu veículo?

Se deve usar o que o fabricante recomenda no manual. Se for 5W30 não vá utilizar 10W40, ou vice-versa. Utilize sempre o óleo adequado ao motor.

Posso usar óleo sintético no meu Fusquinha velhinho?

Poder, pode. Até recomendo. Mas existem alguns fatores que se tem de levar em consideração:

  1. Utilizar um óleo na mesma característica. Se for 20W40, use um 20W40 sintético.
  2. Não misturar com o óleo de base mineral de forma alguma. Se for fazer a migração para sintético é necessário prestar muita atenção nisso.
  3. Se for usar um óleo menos viscoso terá problema de vazamentos no seu antigo, pois os motores antigos possuem mais folgas e necessitam de óleos mais viscosos para não se ter vazamentos.
  4. O motor já é bem usado, devo trocar? Não, continue com o de base mineral, caso faça o motor você troca.
  5. Tenho uma BMW X5 2018 posso usar um de base mineral? Se mate! Brincadeiras à parte, se você tem um carro desse, não deve chegar perto do motor nem por curiosidade. Mas caso seja algum maluco como eu, vai querer “mexer” você próprio? Amigo, se você não economizou na compra do carro vai economizar no óleo?

Na próxima semana continuaremos com mais lubrificação na nossa coluna de opinião.

Abraços e Pé no Porão!

Leandro Sauerbronn é aficionado por carros e motores; possui ferrugem e gasolina nas veias desde de nascença; começou a estudar o automóvel muito cedo, ainda criança. Hoje se tornou restaurador, customizador e educador; ensina a nobre arte da mecânica em seu curso.

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