Quem foi Igor Kirillov, general assassinado e chefe das forças biológicas e químicas da Rússia?
A série de assassinatos de alvos russos revela tática da Ucrânia
Lawrence Maximus - 18/12/2024 13h27

O chefe da unidade de armas biológicas e químicas das Forças Armadas russas, o tenente-general Igor Kirillov, foi morto junto com seu vice na manhã desta terça-feira (17) em uma explosão em Moscou.
Fontes ucranianas disseram que o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) eliminou Kirillov em uma operação especial. Elas informaram ainda que uma scooter com explosivos foi detonada perto de Kirillov e seu assistente do lado de fora de um prédio de apartamentos na capital russa.
Quem é Igor Kirillov?
O tenente-general Igor Kirillov, de 54 anos, chefiou as forças de defesa radiológica, química e biológica das forças armadas russas desde 2017.
Kirillov e a unidade que ele chefiou foram sancionados por vários países, incluindo Reino Unido, Canadá e EUA, pelo uso de armas químicas na Ucrânia.
A SBU disse que registrou mais de 4.800 ocasiões em que a Rússia usou armas químicas no campo de batalha desde que o presidente Vladimir Putin lançou sua invasão em grande escala em fevereiro de 2022.
Em maio, o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou sanções contra a unidade de Kirillov, dizendo que os EUA registraram o uso de cloropicrina, um gás venenoso implantado pela primeira vez na Primeira Guerra Mundial, contra tropas ucranianas.
Kirillov, que estava no cargo desde abril de 2017, também foi acusado pelo governo dos EUA de ajudar a espalhar desinformação sobre armas biológicas e pesquisas. O militar russo foi condenado à revelia por um tribunal ucraniano em 16 de dezembro pelo uso de armas químicas proibidas na Ucrânia.
Por fim, o assassinato de Kirillov por parte dos ucranianos não é isolado, nem aleatório — mas faz parte de um plano estratégico da Ucrânia. Portanto, isso é uma grande derrota para Putin.
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Lawrence Maximus é doutorando em Ciências Políticas pela Pontificia Universidad Católica Argentina. Como cientista político, especializado em Cooperação Internacional, desenvolveu em seu Mestrado pesquisa sobre a UNRWA e os eventos de 7 de outubro, analisando o duplo papel desempenhado por instituições internacionais em zonas de conflito. É embaixador do Yad Vashem (Formação em Holocausto e combate ao Antissemitismo pelo Museu do Holocausto de Jerusalém, Israel). |
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