Para OEA, ditadura de toga é democracia
Alexandre de Moraes tornou-se militante do atual governo
Lawrence Maximus - 07/03/2025 14h15

De forma aberrativa e vexatória, a Relatoria Especial para Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da OEA reconheceu o compromisso do Brasil com a democracia e os direitos humanos.
O relator colombiano Pedro Vaca esteve em visita oficial ao país de 9 a 14 de fevereiro. Passou por Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro e se reuniu com autoridades como ministros do STF e congressistas. Não há um prazo conhecido para que um documento final seja emitido por essa instância da OEA.
Não é novidade que vivemos uma ditadura de toga, perpetrada pelo ministro Alexandre de Moraes (STF), o aiatolá do Brasil. As principais arbitrariedades do ministro geralmente envolvem decisões excessivamente duras e questionáveis em relação à proteção de direitos fundamentais.
Principais arbitrariedades em relação a Alexandre de Moraes:
1. Ataque à liberdade de expressão: Decisões que limitam a liberdade de expressão, especialmente em relação à atuação nas investigações sobre notícias falsas e ataques a instituições democráticas. Em diversas ocasiões, ele determinou bloqueios de perfis em redes sociais e a prisão de pessoas acusadas de disseminar conteúdos que seriam considerados desinformação – tais decisões atentam contra a liberdade individual, configurando censura prévia.
2. Investigações sobre o 8 de janeiro: Moraes foi designado para coordenar as investigações sobre o ocorrido. Seu trabalho nessa área consolidou uma forma de perseguição política. Tal operação resultou na prisão de diversos apoiadores de Bolsonaro, visando enfraquecer figuras de oposição ao governo do presidente Lula (PT) – ultrapassando os limites de sua função.
3. Intervenção em investigações e prisões: Moraes tornou-se militante do atual governo, tomando decisões que invadem o campo da política, com prisões preventivas e medidas cautelares que são desproporcionais. Ele ordenou investigações sem ampla justificativa pública, o que levanta questões sobre a transparência de seu trabalho e de abuso de poder.
Em suma, o Brasil vive um estado de exceção, cujas arbitrariedades atribuídas ao ministro putrificam o equilíbrio entre a preservação da ordem pública e a garantia dos direitos fundamentais!
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Lawrence Maximus é doutorando em Ciências Políticas pela Pontificia Universidad Católica Argentina. Como cientista político, especializado em Cooperação Internacional, desenvolveu em seu Mestrado pesquisa sobre a UNRWA e os eventos de 7 de outubro, analisando o duplo papel desempenhado por instituições internacionais em zonas de conflito. É embaixador do Yad Vashem (Formação em Holocausto e combate ao Antissemitismo pelo Museu do Holocausto de Jerusalém, Israel). |
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