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Para desespero dos globalistas, Giorgia Meloni sela aliança com Donald Trump

A ruptura de Meloni com o projeto globalista da União Europeia

Lawrence Maximus - 22/04/2025 14h31

Presidente Trump e Giorgia Meloni, na Casa Branca Foto: EFE/EPA/WILL OLIVER

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, tem consolidado sua posição como uma das principais vozes contra as políticas globalistas da União Europeia (UE). Desde sua eleição em 2022, Meloni adotou um discurso nacionalista, alinhando-se ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma estratégia que desafia o wokeismo, a imigração ilegal e a dependência energética europeia.

Analistas apontam que esse movimento pode redefinir as relações transatlânticas, criando um eixo conservador com ramificações geopolíticas significativas

Na última quinta-feira (17), em Washington, D.C, Estados Unidos, a primeira-ministra da Itália, foi recebida com honras pelo presidente Donald Trump. Um encontro que sela o nascimento de uma nova frente política: um Ocidente soberano, antiglobalista e orgulhoso de suas raízes.

A União Europeia, tradicionalmente dominada por uma agenda progressista, enfrenta resistência crescente de governos de direita. Meloni, líder do partido Irmãos da Itália (FdI), criticou publicamente as “políticas migratórias irresponsáveis” e a “burocracia verde” do Pacto Ecológico Europeu, defendendo soberania nacional.

Segundo o European Council on Foreign Relations (ECFR, 2023), a postura de Meloni reflete um “efeito dominó” pós-Brexit, no qual nações como Hungria e Polônia também contestam a centralização de poder em Bruxelas. A recusa da Itália em aderir ao Mecanismo Europeu de Redução de Imigração (MREI) exemplifica essa divergência.

Fontes próximas ao Republican Study Committee (RSC) revelaram que Meloni mantém diálogos constantes com Trump sobre uma “OTAN cultural”, voltada a combater a “ditadura woke” e fortalecer fronteiras. Essa aliança é “uma resposta ao declínio da centro-esquerda ocidental”, mas enfrenta resistência no continente progressista. O século 21 será definido pela tensão entre soberanismo e cosmopolitismo — e a Itália está no epicentro.

Por fim, Trump elogiou Giorgia Meloni, descrevendo-a como “uma líder excepcional que conquistou a Europa com determinação”. Em suas declarações, ressaltou: “Ela comanda respeito onde muitos outros falharam — a Itália está ao nosso lado, e juntos lideramos esta batalha ideológica pela preservação dos valores ocidentais”.

Lawrence Maximus é doutorando em Ciências Políticas pela Pontificia Universidad Católica Argentina. Como cientista político, especializado em Cooperação Internacional, desenvolveu em seu Mestrado pesquisa sobre a UNRWA e os eventos de 7 de outubro, analisando o duplo papel desempenhado por instituições internacionais em zonas de conflito. É embaixador do Yad Vashem (Formação em Holocausto e combate ao Antissemitismo pelo Museu do Holocausto de Jerusalém, Israel).

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.

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