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O que o futuro reserva para a Igreja brasileira? 4 desafios para 2023

O resultado das últimas eleições influenciará diretamente no ímpeto dessa batalha

Lawrence Maximo - 31/12/2022 11h58


Hoje, a cosmovisão judaico-cristã é muito contestada no Brasil, enquanto a principal classe de influenciadores se inclina cética ou progressista em seus pontos de vista. O Ocidente foi profundamente moldado pela espiritualidade; em particular, pela herança do Cristianismo. Agora, os cristãos genuínos encontram-se à margem de uma guerra cultural.

Os meios desse afrontamento? Ética sexual, principalmente. Opor-se à consagração do casamento entre pessoas do mesmo sexo, da identidade transgênero e das práticas poliamorosas é marcar-se como um oponente do progresso, da liberdade e da igualdade – pautas da agenda global. Portanto, o resultado das últimas eleições influenciará diretamente no ímpeto dessa batalha.

Em tal momento, o que o futuro reserva para a Igreja brasileira?

Primeiro, enfrentaremos oposição e até perseguição por nossas crenças e práticas. Devemos esperar que essa cultura se oponha a nós, nos marginalize e nos persiga. Os cristãos que trabalham em ambientes seculares, enfrentarão pressão para se conformar ao código sexual vigente ou então perderão suas posições e espaços.

Acredito que isso pode muito bem constituir o próximo grande impulso do novo secularismo sexual. A academia já introduziu políticas tendenciosas contra grupos cristãos nos campi universitários e escolares – regras que exigem que os cristãos não pratiquem a ética bíblica. A mídia tem batido nos cristãos que ousam manifestar sua fé publicamente. A internet, uma das piores ameaças, com mercado perigoso, de forma multifacetada, repousa nas trincheiras desse campo de batalha. O Estado avança com pautas da agenda global, propício para aprovar legislações para normalizar práticas escandalosamente pecaminosas.

Segundo, vamos ministrar a um povo que está sofrendo os efeitos do pecado desenfreado.
Haverá profundas consequências morais e espirituais do novo secularismo sexual. Em termos cotidianos, isso significa que o sofrimento humano no Brasil aumentará. As crianças estarão menos protegidas. As famílias se sentirão pressionadas. Os casamentos serão mais difíceis de sustentar. A perda, a principal forma de sofrimento neste mundo, se espalhará.

O testemunho de Deus no coração humano será silenciado por uma cultura que aprova o que naturalmente sabemos ser maligno e prejudicial. Esta é apenas uma ilustração dos efeitos nefastos das forças que agora intimidam nossa estrutura ética e moral, em conformidade com a antissabedoria e a antiverdade.

Terceiro, descobriremos inúmeras oportunidades de espalhar o Evangelho que não notamos anteriormente.
Apesar desses maus presságios, devemos ver o obscurecimento de nosso contexto como uma oportunidade para a propagação do Evangelho. A Igreja foi feita para isso. O Evangelho foi dado para isso. O Espírito está pronto para isso. Podemos não ter desejado essas mudanças, mas elas vieram, e o povo de Deus deve reconhecer que estamos prontos para elas. O Brasil precisa do Evangelho!

Essa mensagem não deve nos tornar mansos e confortáveis. Cristo crucificado e ressuscitado para a nossa justificação destina-se a libertar-nos, encorajar-nos e pôr-nos a trabalhar. É muito mais sobre a fé no sofrimento do que a facilidade na prosperidade. É muito mais sobre a morte – morte ao pecado e a si mesmo – do que sobre afirmação pessoal e momentos preciosos.

Encontramo-nos em circunstâncias mais parecidas com aquelas que os crentes do passado enfrentaram. Isso nos choca, mas estamos começando a ter um pouco de gosto de como o Egito pode ter se sentido, ou Babilônia, ou Roma.

Quarto, nunca deixaremos de ministrar o Evangelho.
Não esqueceremos os testemunhos dos santos apóstolos. Lembramo-nos de como eles acolheram a cela da prisão, o navio-prisão romano, o tribunal de arrepiar os cabelos. Em todo e qualquer ambiente, eles pregavam a Cristo. Eles chegaram ao ponto de acreditar que Deus não apenas havia permitido tais momentos, mas os havia designado para a Sua glória (Atos 5:41). Eles viam o sofrimento com Cristo como um privilégio. O apóstolo Paulo revelou: “Trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus” (Gálatas 6:17).

O Evangelho não foi feito para dias tranquilos e perguntas fáceis. Foi feito para as coisas mais difíceis, os piores dos tempos, as circunstâncias mais difíceis, e será usado para propósitos divinos. Seja no campo rural, uma cidade movimentada, uma sala de trabalho tensa, um grupo da faculdade ou uma cela de prisão, em todas as camadas da sociedade, nunca deixaremos de falar e ministrar o Evangelho.

O que o futuro nos reserva? O futuro trará sofrimento. Os dias serão maus, como têm sido (Efésios 5:16). A Igreja deve ter coragem. Mas o futuro é brilhante e eterno, porque Deus é fiel e sempre cumpre suas belas promessas. “E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas. Eis que faço novas todas as coisas, porque estas palavras são verdadeiras e fiéis” (Apocalipse 21:4,5).

Não há esperança como essa esperança… Não há Deus como o nosso Deus…

Igreja de Cristo,

Feliz Ano Novo!

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Lawrence Maximo é analista político, professor universitário e escritor. Mestrando em Ciências Políticas Internacionais: Cooperação Internacional, Mestre em Missiologia, Pós-graduado em Ciência Política: Cidadania e Governação e Pós-graduado em Antropologia da Religião. Historiador e Teólogo. Escreve artigos para o jornal Gazeta do Povo e Revista Esmeril.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.
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