Netanyahu e Trump contra ameaça iraniana
Israel não está interessado em se intrometer na política interna libanesa
Lawrence Maximus - 11/11/2024 13h41

O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu anunciou que já falou com o presidente eleito Donald Trump três vezes desde a sua vitória eleitoral na última terça-feira (5). Essas conversas podem determinar o que acontece a seguir no Oriente Médio.
Netanyahu disse que ele e o novo presidente estão na mesma página sobre a ameaça que o Irã representa para o mundo.
– Estas foram conversas muito boas e importantes – conversas destinadas a reforçar ainda mais a forte aliança entre Israel e os EUA. Vemos olho no olho a ameaça iraniana, em todos os seus componentes, e o perigo representado por ela – afirmou o primeiro-ministro.
Enquanto isso, o líder supremo do Irã Ali Khamenei e seu Ministério das Relações Exteriores estão insinuando que podem estar tentando acelerar o desenvolvimento de suas armas nucleares.
Esmail Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, negou que aquele país esteja tentando assassinar Trump. No entanto, as autoridades dos Estados Unidos dizem que frustraram tal conspiração.
Enquanto isso, apesar dos avanços que as Forças de Defesa de Israel estão fazendo no sul do Líbano, o aiatolá Khamenei afirma que o Hezbollah, prevalecerá.
– O inimigo não foi capaz de superar esta organização, e não será se Deus quiser. E o mundo e a região verão o dia em que o regime sionista será claramente derrotado por esses combatentes no caminho de Allah – disse Khamenei.
Já o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse neste domingo (10) que seu país derrotou o Hezbollah e que a eliminação de seu líder Hassan Nasrallah foi a maior conquista.
– Agora é nosso trabalho continuar a pressionar para que os frutos dessa vitória se concretizem, afirmou Katz durante uma cerimônia no Ministério das Relações Exteriores de Israel.
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Lawrence Maximus é doutorando em Ciências Políticas pela Pontificia Universidad Católica Argentina. Como cientista político, especializado em Cooperação Internacional, desenvolveu em seu Mestrado pesquisa sobre a UNRWA e os eventos de 7 de outubro, analisando o duplo papel desempenhado por instituições internacionais em zonas de conflito. É embaixador do Yad Vashem (Formação em Holocausto e combate ao Antissemitismo pelo Museu do Holocausto de Jerusalém, Israel). |
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