Israel expulsou Agência da ONU para Refugiados da Palestina (UNRWA)
A UNRWA estava profundamente enraizada com o Hamas
Lawrence Maximus - 03/02/2025 12h41

Em 30 de janeiro de 2025, Israel encerrou oficialmente todas as relações com a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), cessando a emissão de vistos, coordenação e qualquer forma de assistência à agência. A legislação que proíbe toda cooperação com a UNRWA, proposta pelo membro do Knesset Dan Illouz (Likud), e entrou em vigor nesta data.
Em entrevista ao The Jerusalem Post, Illouz criticou a UNRWA, alegando que a agência não é uma organização humanitária, mas sim um instrumento político que perpetua o conflito israelo-palestino. Ele afirmou que, ao contrário de outras crises de refugiados resolvidas por meio de reassentamento e integração, a UNRWA aumentou o número de refugiados, garantiu que permanecessem apátridas e os doutrinou a acreditar que seu futuro dependia do “retorno”; o que ele considera um eufemismo para a destruição de Israel.
Illouz também acusou a UNRWA de estar profundamente ligada ao Hamas, afirmando que as escolas da agência promovem radicalização, que alguns funcionários colaboram com terroristas e que instalações da UNRWA foram usadas para armazenar armas do Hamas. Ele destacou que funcionários da UNRWA participaram ativamente do massacre de 7 de outubro, incluindo o assassinato de civis e o auxílio no sequestro de mulheres e crianças.
Apesar das críticas de que a UNRWA fornece ajuda humanitária essencial, Illouz argumentou que essa assistência pode ser fornecida por outras organizações, órgãos da ONU e ONGs independentes que não financiam o terrorismo. Ele criticou governos ocidentais por continuarem a financiar a UNRWA, apesar das evidências de vínculos com o Hamas, sugerindo que manter uma crise permanente de refugiados palestinos oferece a esses governos influência sobre Israel.
Illouz revelou ainda que sua iniciativa enfrentou intensa oposição internacional, com diplomatas estrangeiros alertando sobre possíveis danos diplomáticos a Israel. No entanto, ele enfatizou que Israel decidiu proteger seus interesses e não permitir que uma agência que apoia o terrorismo continuasse operando.
Ele afirmou também que, embora a UNRWA tenha sido expulsa de Israel, a agência continua operando globalmente com financiamento de países ocidentais, e que Israel agora está levando a luta contra a UNRWA para o cenário internacional.
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Lawrence Maximus é doutorando em Ciências Políticas pela Pontificia Universidad Católica Argentina. Como cientista político, especializado em Cooperação Internacional, desenvolveu em seu Mestrado pesquisa sobre a UNRWA e os eventos de 7 de outubro, analisando o duplo papel desempenhado por instituições internacionais em zonas de conflito. É embaixador do Yad Vashem (Formação em Holocausto e combate ao Antissemitismo pelo Museu do Holocausto de Jerusalém, Israel). |
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