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Greta Thunberg é a encarnação da aliança entre extrema-esquerda e islâmicos radicais

Os riscos da instrumentalização de causas humanitárias em favor do terrorismo global

Lawrence Maximus - 10/06/2025 14h05

Meme Greta Thunberg Foto: IA\Chat GPT - por Lawrence Maximus

Entre os temas mais controversos está a suposta aliança entre movimentos de extrema-esquerda e grupos islâmicos radicais, em nome de agendas políticas comuns.

Um exemplo emblemático dessa dinâmica é o caso da ativista Greta Thunberg, deportada, depois que a Marinha de Israel interceptou seu navio, o Madleen, para evitar que navegasse para Gaza e consolidasse sua missão: tirar selfie com amiguinhos do Hamas.

Sua associação com figuras e organizações pró-Palestina levanta questões importantes sobre os riscos de instrumentalização de causas humanitárias em favor do terrorismo global – manifesta nesta aliança contraditória e fantasiosa.

A ideia de uma convergência entre a extrema-esquerda e grupos islâmicos radicais não é nova. Historicamente, os movimentos de esquerda têm buscado alianças com atores não ocidentais para desafiar as estruturas de poder dominantes no Ocidente, particularmente àquelas ligadas ao capitalismo.

Por outro lado, grupos terroristas como o Hamas, e outros movimentos jihadistas, têm explorado críticas ocidentais ao sionismo e ao Estado de Israel como forma de ganhar apoio internacional com movimentos da extrema-esquerda. Tais grupos frequentemente se apresentam como defensores da resistência palestina, apoiados pelos progressistas globais.

Portanto, no centro dessa aliança está o conflito israelense-palestino, um dos temas mais polarizados do cenário global. Enquanto a extrema-esquerda vê Israel como um símbolo de opressão colonialista, grupos terroristas veem o Estado judeu como um inimigo existencial.

Essa convergência de interesses tem levado a colaborações entre essas facções, fomentando o aumento sistêmico do antissemitismo no ocidente.

Um dos exemplos dessa aliança é o “Boicote, desinvestimento e sanções”, mais conhecida como BDS (em inglês, “Calls for Boycott, Divestment and Sanctions against Israel”), é uma campanha global que preconiza a prática de boicote econômico, acadêmico, cultural e político ao Estado de Israel. Tal movimento tem recebido apoio crescente de setores da esquerda internacional.

Enquanto alguns membros do BDS afirmam ser um movimento pacífico, o movimento serve como fachada para agendas radicais, incluindo o apoio a grupos como o Hamas.

Thunberg foi fotografada em eventos com figuras ligadas ao movimento. Ao mesmo tempo, o episódio oferece uma lição valiosa sobre os perigos dessas alianças.

Por fim, o cenário da deportação de Greta Thunberg de Israel é um microcosmo das tensões globais que envolvem a conexão entre extrema-esquerda e os radicais islâmicos.

Lawrence Maximus é doutorando em Ciências Políticas pela Pontificia Universidad Católica Argentina. Como cientista político, especializado em Cooperação Internacional, desenvolveu em seu Mestrado pesquisa sobre a UNRWA e os eventos de 7 de outubro, analisando o duplo papel desempenhado por instituições internacionais em zonas de conflito. É embaixador do Yad Vashem (Formação em Holocausto e combate ao Antissemitismo pelo Museu do Holocausto de Jerusalém, Israel).

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.

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