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Enfrentando resistência na Ucrânia, Putin decide “bombardear civis”

Putin tem voltado nas táticas brutais usadas na Chechênia em 1999 e na Síria em 2015

Lawrence Maximo - 18/03/2022 17h02


Putin assiste a concerto que marca o 8º aniversário da reunificação da Crimeia com a Rússia

O ditador Putin continua chocando o mundo com seu plano maligno e atroz. Diante dessa barbárie, os russos cometem crimes de guerra, violações dos direitos humanos internacionais e atos terroristas.

Em um apelo desesperado de uma cidade sitiada: “CRIANÇAS” em letras enormes – imagens de satélite da Maxar Technologies, uma empreiteira de defesa dos Estados Unidos – mostraram esta semana a palavra claramente escrita em frente e atrás de um teatro que a Ucrânia estava abrigando mulheres e crianças na cidade portuária de Mariupol.

Mas, na quarta-feira (16), o prédio foi explodido com centenas de civis dentro, de acordo com o Conselho Municipal de Mariupol. O número de vítimas ainda não é conhecido.

Constantemente enganando o mundo e disseminando mentiras, o Kremlin nega ter como alvo civis; mas especialistas dizem que o incidente é uma indicação de que o presidente russo Vladimir Putin se voltou para um livro de jogadas familiar e impiedoso.

Com suas tropas atoladas na lama, ficando sem comida e combustível e com mortes, muitos analistas acreditam que o plano de batalha de Putin está na lama — e em desespero ele tem votado às táticas brutais usadas na república russa da Chechênia em 1999 e na Síria em 2015.

Teatro Regional de Drama de Donetsk destruído por um ataque aéreo em Mariupol Foto: EFE/EPA/Donetsk Regional Civil-Military

Em ambas as campanhas, os mísseis e jatos de Putin bombardearam e sitiaram áreas residenciais, reduziram edifícios de apartamentos a escombros e atingiram escolas e hospitais no que os cães de guarda dizem que poderia ter constituído crimes de guerra.

Atualmente, o presidente russo está fazendo essas coisas na Ucrânia. Suas forças não são realmente capazes de tomar as cidades rua a rua; então, em vez disso, eles estão agora tentando fazer os moradores morrerem de fome e bombardear os defensores para se render. Foi um ataque desse tipo que marcou o início da liderança de Putin e moldou sua abordagem atual.

A maioria dos especialistas no Ocidente acredita que Putin esperava entrar em Kiev e derrubar o governo relativamente sem oposição, enquanto gastava o mínimo de sangue e tesouro possível. Mas, na realidade, os militares russos sofreram um número grande de baixas, e as mídias sociais foram inundadas com vídeos de seus tanques destruídos ou abandonados e sendo rebocados por ucranianos sorridentes em tratores.

Mariupol tem 80% das residências destruídas e 30 mil abandonaram a cidade Foto: EFE/EPA/MAXAR TECHNOLOGIES

Especialistas em estudos de guerra estão perplexos em como a imperiosa força aérea russa foi incapaz de controlar os céus da Ucrânia, ou complementar seu ataque terrestre com ataques cibernéticos eficazes e coordenados. Em vez disso, Putin recorreu ao instrumento sanguinário para bombardear civis inocentes.

Cidades como Kyiv, Kharkiv e Mariupol foram ensurdecidas pelo som de sirenes de ataque aéreo e bombardeios. A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que a Rússia bombardeou 18 hospitais e outras instalações médicas, igrejas e escolas; e estima-se que 3 milhões de pessoas fugiram, sendo metade delas crianças.

Por fim, o regime putinista sabe que seus objetivos originais agora são completamente inatingíveis. Portanto, os bombardeios criminosos são uma das facetas malignas e covardes de Putin, para pressionar a Ucrânia e o Ocidente a aceitar um cessar-fogo que permita ao Kremlin consolidar suas insanidades.

Lawrence Maximo é analista político, professor universitário e escritor. Mestrando em Ciências Políticas Internacionais: Cooperação Internacional, Mestre em Missiologia, Pós-graduado em Ciência Política: Cidadania e Governação e Pós-graduado em Antropologia da Religião. Historiador e Teólogo. Escreve artigos para o jornal Gazeta do Povo e Revista Esmeril.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.

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